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A Polícia Civil investiga se Paulo Oliveira, de 57 anos, conhecido como Paulo Quilombola, e a mulher dele, Lecionara Silva dos Santos, de 26, a Nara Munduruku, pediram dinheiro a quilombolas que moram nas comunidades de Três Barras, Buraco, Cubas e Candeias, na cidade de Conceição do Mato Dentro, na Região Central de Minas Gerais.

De acordo com a corporação, o inquérito foi instaurado em junho, quando ocorreu o primeiro registro de ocorrência denunciando o casal. Pelo menos 52 pessoas já teriam procurado a polícia após terem caído no golpe. Mas há suspeitas de que existam ainda mais vítimas.

Segundo a polícia civil, eles prometem construir casas populares a partir de um programa chamado Eco-Casas, da Caixa, e usaram o nome da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, para dar “credibilidade” na ação fraudulenta. Paulo é líder da Federação das Comunidades Quilombolas e Comunidades Tradicionais do Pará.

“Nunca autorizei essa pessoa a falar em meu nome. Já pedi à PF que investigue”, disse Damares no Twitter no último dia 9.