Dolar-Moeda estrangeira
Foto: divulgação

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O dólar começou a terça-feira, 13, em alta e voltou a superar R$ 4,00. Mas a notícia de que a Casa Branca vai adiar o início da cobrança de determinados produtos chineses para dezembro trouxe alívio ao mercado e o dólar passou rapidamente a cair. Operadores relatam ainda que uma entrada expressiva de recursos do exterior contribuiu para aumentar a oferta da moeda, retirando pressão sobre o câmbio.

Com isso, a moeda, que na máxima foi a R$ 4,01, caiu a R$ 3,94 na mínima Apesar de ficar em segundo plano aqui, a Argentina seguiu no radar das mesas de câmbio, assim como a situação dos protestos em Hong Kong, que fez moedas de emergentes asiáticos se enfraquecerem hoje. O dólar à vista terminou o dia em queda de 0,39%, a R$ 3,9678.

O dia de nervosismo da segunda-feira, 13, por causa da crise argentina fez investidores aumentarem posições defensivas no dólar, que hoje foram parcialmente desfeitas. Os estrangeiros elevaram as posições compradas em dólar futuro (que ganha com a alta da moeda americana) em US$ 594 milhões. Já os fundos reduziram as posições vendidas (que apostam na queda do dólar) em US$ 678 milhões, de acordo com dados da B3.

A terça-feira foi de volume forte de recursos no mercado local, que indica novos ajustes importantes nas posições dos investidores. O giro somava US$ 25,5 bilhões até às 17h15. No mesmo horário, o dólar para setembro caía 0,44%, a R$ 3,9745. No mercado à vista, o volume somou US$ 985 milhões.

Bolsa

O mercado brasileiro de ações teve dois momentos distintos nesta terça-feira, ambos determinados pelo noticiário internacional. Depois de ter iniciado o dia em queda, ainda repercutindo o cenário eleitoral na Argentina, o Índice Bovespa virou para o positivo e encerrou o pregão com alta firme, em resposta aos sinais de melhora na relação entre Estados Unidos e China. Ao final da sessão de negócios, o principal índice de ações da B3 marcou 103.299,47 pontos, em alta de 1,36%. Os negócios somaram R$ 18,1 bilhões.

Com a alta de hoje, o Ibovespa recuperou boa parte das perdas de 2% registradas na véspera, quando havia voltado ao patamar dos 101 mil pontos. Em dólares, a valorização do indicador foi de 1,76%, levemente superior ao desempenho do MSCI Emerging Markets, que subiu 1,27%.

Na mínima do dia, o índice brasileiro chegou a marcar 101.414 pontos (-0,49%). Na máxima, chegou aos 103.778 (+1,83%). A recuperação aconteceu por volta das 10h30, primeiro com declarações da China apontando para a continuidade dos diálogos com os Estados Unidos. Depois, os Estados Unidos anunciaram que retirariam alguns produtos da lista de tarifação de 10% sobre produtos chineses. Outros produtos tiveram a taxação adiada de 1º de setembro para 15 de dezembro.

Na última sexta-feira (9), os investidores estrangeiros retiraram mais R$ 269,743 milhões da B3, levando o acumulado de agosto a contabilizar saída líquida de R$ 4,997 bilhões. Em 2019, os estrangeiros já retiraram R$ 15,4 bilhões, volume que supera os R$ 11,5 bilhões do saldo final de 2018, ano marcado pelas eleições presidenciais. Para Rafael Figueredo, da Eleven, o investidor estrangeiro tem sido pragmático e seletivo. Ele ressalva que, apesar da saída do mercado secundário, a participação dos investidores não-residentes tem sido expressiva em ofertas de ações, como no caso das operações de follow-on.

 

*Com Agência Estado