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O digital influencer Carlinhos Maia, caiu em um golpe após sortear, em seu perfil no Instagram, celulares de quatro lojas de Maceió e Goiânia cujos donos foram presos na terça-feira (09). A operação, promovida pelo Ministério Público (MP) de Alagoas, investigou os suspeitos e descobriram que eles presenteavam os artistas com smartphones a fim de obter divulgação em larga escala.

Além de Carlinhos, Kel Ferreti, Diogo Moreira e Gabriela Sales também anunciaram os aparelhos nas redes sociais próprias. Todos não serão investigados pelo MP e nem pela Polícia Civil, tendo em vista que eles foram enganados para divulgar os aparelhos.

A organização criminosa, contudo, usou os famosos para prosseguir com atividades ilícitas. A operação Fruto Proibido já prendeu 14 pessoas em Alagoas, Goiás e São Paulo, suspeitas de sonegar mais de R$ 10 milhões em impostos, de acordo com o UOL. A denúncia será apresentada à Justiça após o MP finalizar o inquérito.

Sem ter os nomes divulgados, dois irmãos, proprietários de lojas esquadrinhadas, se entregaram à polícia. Outros dois estão foragidos. A investigação apurou, ainda, que os donos das lojas contrabandeavam produtos e tinham o “hábito” de fazer parceria com influenciadores. “As pessoas devem ter cuidado para verificar a origem do produto recebido para não vir a responder criminalmente”, alertou o delegado Thiago Prado, da seção de crimes cibernéticos da Deic (Divisão Especial de Investigação e Capturas) da PC de Alagoas.

O único dos envolvidos que falou sobre o caso foi o publicitário Diego Moreira, que pelas redes sociais desabafou: “A pessoa tem a empresa, tem o negócio jurídico, tinham tudo certinho. Era a mesma coisa de eu divulgar outra empresa. Como é que eu ia saber que o cara estava sonegando impostos?”.