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🧡 Ver Ofertas na ShopeeA publicitária Juliana Marins, que morreu após cair durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, sobreviveu por cerca de 32 horas após a primeira queda. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (11) durante uma coletiva de imprensa realizada por peritos brasileiros e pela irmã da vítima, Mariana Marins.
Participaram da coletiva a defensora pública federal Taísa Bittencourt Leal Queiroz, o perito particular Nelson Massini, o médico-legista Reginaldo Franklin Pereira e Mariana Marins. Os especialistas detalharam os resultados da nova autópsia realizada no Brasil, destacando que Juliana sofreu duas quedas consecutivas na montanha e que, após a segunda, sobreviveu por mais 15 minutos, sem condições de reagir.
Segundo o perito da Polícia Civil, Reginaldo Franklin, a estimativa do horário da morte foi feita com base em larvas encontradas no corpo. “Juliana faleceu por volta do meio-dia do dia 22 de junho (horário local), cerca de 32 horas após a primeira queda”, afirmou o legista.
A primeira queda teria ocorrido às 17h do dia 20 de junho, quando Juliana escorregou cerca de 61 metros em uma parede íngreme, totalizando uma distância de 220 metros da trilha. Ela sofreu ferimentos graves, incluindo fratura no fêmur, o que a deixou imobilizada.
De acordo com a família, o resgate só foi acionado 2h23 após o acidente e a equipe demorou quatro horas para sair da base. Dezoito horas após a queda, o time de resgate conseguiu descer apenas 150 metros, quando Juliana já estava em um ponto mais abaixo. “Nem se ela estivesse no mesmo local, conseguiriam alcançá-la”, afirmou Mariana.
O último registro com vida de Juliana foi feito às 6h59 do dia 21, por um drone. Às 7h51, ela ainda foi vista por uma turista espanhola, a quem conseguiu pedir ajuda.
A nova autópsia apontou que a causa da morte foi politraumatismo com hemorragia interna causada por múltiplos impactos. Entre os ferimentos estavam fraturas nas costelas e na pelve, além de contusões na cabeça e escoriações provocadas pelo deslizamento em terreno irregular.
Nelson Massini, perito particular da família, afirmou que Juliana sofreu uma “morte agônica, hemorrágica, sofrida”. Para ele, a falha no resgate contribuiu para o desfecho trágico. “Já sabiam que era um acidente grave. Sem o equipamento correto para chegar até o local, são vários pontos a serem considerados”, disse Mariana.
A irmã de Juliana agora estuda os próximos passos jurídicos. “Estávamos esperando esse momento do laudo. Agora, vamos avaliar o que fazer. Vários acidentes já aconteceram no local, mas nenhum teve essa repercussão”, concluiu.






















































