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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reagiu nesta sexta-feira (1º) às sanções impostas a ele pelo governo dos Estados Unidos. Alvo da chamada Lei Magnitsky desde quarta-feira (30), Moraes atribuiu a articulação da medida a brasileiros foragidos, que classificou como integrantes de uma “organização criminosa miliciana”.
“Estamos verificando diversas condutas dolosas e conscientes de uma verdadeira organização criminosa, que, de forma jamais anteriormente vista em nosso país, age de maneira covarde e traiçoeira com a finalidade de tentar submeter o funcionamento deste Supremo Tribunal Federal ao crivo de um Estado estrangeiro. Age, repito, de maneira covarde e traiçoeira. Covarde, porque esses brasileiros pseudopatriotas encontram-se foragidos e escondidos fora do território nacional. Não tiveram coragem de continuar no território nacional”, afirmou o ministro.
A Lei Magnitsky é um instrumento da legislação norte-americana que permite sanções econômicas a indivíduos acusados de corrupção ou de violações graves de direitos humanos. As punições incluem o bloqueio de bens e contas bancárias, além da proibição de acesso a serviços financeiros e cartões de crédito emitidos por instituições como Visa, Mastercard e American Express.
Moraes também criticou as ações de intimidação que, segundo ele, visam autoridades públicas e seus familiares. “Não estão só ameaçando ou agindo contra autoridades públicas, ministros do Supremo Tribunal Federal, mas também, e fazem isso diariamente nas redes sociais, ameaçando as famílias dos ministros do Supremo, do procurador-geral da República, em uma atitude costumeiramente afeta a milicianos do submundo do crime”, declarou. “Essas condutas dessa organização criminosa são claros e expressos atos executórios de traição ao Brasil e flagrantes confissões da prática de crimes — em especial coação no curso do processo, obstrução de investigação, participação em organização criminosa e, principalmente, atentado à soberania nacional.”
Para Moraes, a articulação de sanções e tarifas contra o Brasil busca desestabilizar o país. “A insistência dessa organização criminosa na implementação de medidas nocivas ao Brasil com a implementação e o incentivo à implementação dessas tarifas e agressões espúrias, agressões internacionalmente consideradas espúrias e ilegais contra autoridades públicas brasileiras, tem por finalidade a criação de uma grave crise econômica no Brasil e que, para desgosto desses brasileiros traidores, não ocorrerá.”
Segundo o ministro, o objetivo seria influenciar o andamento de investigações em curso. “A ideia é gerar uma grave crise econômica no Brasil para que com isso haja uma pressão política e social contra os Poderes Judiciário e Legislativo, com consequente interferência no andamento das ações penais em andamento que já se encontram em fase de alegações finais. O modus operandi é o mesmo. O modus operandi golpista é o mesmo.”
Moraes ainda comparou o cenário atual com os atos de 8 de janeiro de 2023, ao mencionar estratégias de desestabilização semelhantes. “Antes, acampamentos na frente dos quartéis, invasão na Praça dos Três Poderes, para que com isso houvesse, como mais de 500 réus confessaram, convocação de gestos e das Forças Armadas, gerando uma comoção nacional e aí houvesse viabilidade do golpe. Repito, modus operandi o mesmo: incentivo a taxações ao Brasil, incentivo à crise econômica que gera crise social, que por sua vez gera crise política, para que novamente haja uma instabilidade social e a possibilidade de um novo ataque golpista.”
O ministro também criticou a atuação das redes sociais. “O quadro é ainda mais alarmante, porque boa parte das manifestações de golpismo que circulou nas redes foi impulsionada pelas plataformas. Existem evidências empíricas de canais e perfis monetizados e anúncios patrocinados que fomentaram, coordenaram ou apoiaram os atos de insurreição”, declarou.
Durante sua fala, Moraes ainda afirmou: “Acham que estão lidando com pessoas da laia deles, acham que estão lidando também com milicianos, mas não estão. Estão lidando com ministros da Suprema Corte brasileira.” E completou: “Ainda há tempo, caso você aceite a torpe coação.”





















































































