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🧡 Ver Ofertas na ShopeeA Polícia Civil de Alto Araguaia, em Mato Grosso, investiga um grupo de adolescentes que estaria operando dentro de uma escola pública de forma semelhante a uma facção criminosa, com regras internas, lideranças e punições violentas. Um vídeo chocante divulgado nas redes sociais revelou uma aluna sendo brutalmente agredida por colegas dentro da Escola Estadual Carlos Obinay.
“A agressão foi covarde. Durante o ato, elas tinham regras, como não poder chorar — se chorasse, a agressão aumentava. Isso mostra o nível de brutalidade. Elas confessaram que agrediram outras quatro colegas pelas mesmas razões”, afirmou o delegado Marcos Paulo Oliveira.
Durante os depoimentos, as adolescentes suspeitas confessaram que atacaram pelo menos outras quatro colegas. A polícia apreendeu os celulares das envolvidas e encontrou registros em vídeo de outras agressões semelhantes. Segundo a investigação, o grupo seria formado por cerca de 20 alunos.
A vítima da agressão mais recente teria descumprido uma das regras do grupo, o que, segundo o delegado, teria motivado o ataque. A Polícia Civil informou que vai recomendar ao Ministério Público a internação das adolescentes como medida socioeducativa.
Ainda de acordo com o delegado, algumas das alunas envolvidas vêm de famílias com histórico de envolvimento com o crime organizado. Uma das adolescentes já havia sido conduzida à delegacia anteriormente por estar acompanhada de membros de facção, um deles portando drogas.
“O Estado oferece estrutura, mas não basta. Estamos vendo uma quebra de valores em toda a sociedade. O culto ao bandido, o acesso fácil à internet com conteúdos de facções e a banalização do uso de drogas estão gerando esse tipo de situação, até mesmo em cidades pequenas como Alto Araguaia, com 14 mil habitantes”, declarou Marcos Paulo Oliveira.
Medidas e posicionamento da Seduc
Em nota, a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) afirmou que já iniciou a apuração do caso e está oferecendo apoio psicológico à vítima e aos demais envolvidos.
“As equipes gestora e psicossocial da unidade e da Diretoria Regional de Educação já foram mobilizadas para prestar atendimento à vítima, aos demais envolvidos e às suas famílias, com o objetivo de oferecer acolhimento e suporte necessários”, informou a secretaria.
Ainda segundo a Seduc, medidas disciplinares já estão sendo aplicadas conforme o Regimento Escolar e a legislação vigente:
“Reafirmamos nosso compromisso com a promoção de um ambiente escolar seguro, respeitoso e acolhedor para todos.”
O caso foi encaminhado ao Ministério Público, que avaliará as medidas cabíveis previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente. A investigação continua.





















































