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🧡 Ver Ofertas na ShopeeUm relatório da Polícia Federal (PF), que investiga a suposta tentativa de obstrução de Justiça em uma trama de golpe de Estado, revelou mensagens de atritos entre o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A troca de mensagens foi divulgada no indiciamento da PF, que tem pai e filho como alvos.
Em um dos diálogos, Eduardo xinga o pai, chamando-o de “ingrato” e “babaca”. As críticas vieram após uma entrevista concedida por Jair Bolsonaro em 15 de julho ao portal Poder 360, na qual o ex-presidente afirmou que o filho não era “tão maduro”.
“Ele [Eduardo Bolsonaro] apesar de ter feito 40 anos de idade agora, ele não é tão maduro assim, vamos assim dizer, talhado para a política”, disse o ex-presidente em entrevista ao site Poder 360.
“Eu ia deixar de lado a história do Tarcísio, mas graça [sic] aos elogios que vc fez a mim no Poder 360 estou pensando seriamente em dar mais uma porrada nele, para ver se vc aprender [sic]. VTNC SEU INGRATO DO CARALHO!”, disse o deputado federal ao pai em mensagem enviada por WhatsApp.
“O amadorismo político de vocês me impressiona”
Na conversa, Eduardo critica as declarações do pai, questionando por que ele o “joga para baixo”. O deputado ainda compara a situação a um possível atrito com o ex-presidente Michel Temer (MDB). “Você falaria isso do Temer?”, questiona Eduardo. “Se o imatura do seu filho de 40 anos não puder encontrar com os caras aqui, PORQUE VOCÊ ME JOGA PRA BAIXO, quem vai se fud** é você e VAI DECRETAR O RESTO DA MINHA VIDA NESTA POR** AQUI”, continuou.
As mensagens também mostram que Eduardo pediu desculpas ao pai na madrugada seguinte, dizendo: “Peguei pesado… estava puto na hora”.
Em nota, o deputado classificou a divulgação das mensagens como “lamentável e vergonhoso” e disse que o conteúdo se trata de “conversas privadas, absolutamente normais, entre pai e filho e seus aliados”. Para Eduardo, o objetivo da PF é “provocar desgaste político”, e não “justiça”.
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