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Centenas de apoiadores de Jair Bolsonaro se reuniram na noite deste sábado (22) na entrada do condomínio onde o ex-presidente mora, em Brasília, após sua prisão durante a madrugada. A vigília, convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), reuniu simpatizantes que cantaram louvores evangélicos e fizeram orações pela saúde do ex-chefe do Executivo, atualmente detido em uma cela da Superintendência da Polícia Federal.
Oração e fé! Esse é o suposto crime que eu teria cometido ao chamar uma vigília para rezarmos por @jairbolsonaro . Até isso querem criminalizar! pic.twitter.com/B6e78TyHTM
— Flavio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) November 23, 2025
A mobilização de apoiadores foi um dos fatores que levou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a decretar a prisão preventiva de Bolsonaro. Segundo a decisão, o ato poderia favorecer uma eventual tentativa de fuga, especialmente diante do descumprimento das regras de prisão domiciliar.
Bolsonaro admitiu à Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal que utilizou um “ferro quente” para violar a tornozeleira eletrônica durante a madrugada. O dano ao equipamento e a convocação da vigília pesaram na avaliação da Justiça de que o ex-presidente representava risco de descumprir medidas impostas pelo STF.
Mesmo após a prisão, Flávio Bolsonaro manteve o chamado para a vigília em frente ao condomínio, mas pediu aos apoiadores que não seguissem até a sede da Polícia Federal, para evitar confrontos e novos atos de tensão.
PL se mobiliza e promete pressão política
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), marcou presença próximo ao fim da vigília e afirmou que o partido está convocando parlamentares a viajarem imediatamente para Brasília. Segundo ele, a legenda pretende reforçar a pressão sobre o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) em relação ao chamado “PL da Anistia”, que segue em discussão no Congresso.
A expectativa é que apoiadores mantenham a vigília e as orações diante do condomínio de Bolsonaro ao longo de toda a noite.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que preside o PL Mulher, não estava na capital federal no momento da prisão do marido. Ela cumpre agenda da sigla em outros estados.