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O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), foi preso nesta quarta-feira (3) pela Polícia Federal (PF) durante a Operação Unha e Carne, que apura suposto vazamento de informações sigilosas da Operação Zargun, deflagrada em setembro.
Bacellar teve seus endereços residencial e no gabinete vasculhados e foi levado à Superintendência da PF na Zona Portuária do Rio, onde passará a noite. No carro oficial da Alerj, os investigadores encontraram R$ 90.840 em espécie. Três aparelhos celulares também foram apreendidos.
O deputado foi convocado pelo superintendente da PF, Fábio Galvão, para uma reunião na manhã desta quarta, e acabou preso no local. Além disso, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento de Bacellar da presidência da Alerj.
Segundo o STF e a PF, existem fortes indícios de que Bacellar teria alertado o então deputado estadual TH Joias, alvo da Operação Zargun, sobre a ação policial, permitindo que ele trocasse de celular e se preparasse para a operação. Mensagens trocadas entre os parlamentares teriam sido usadas como prova do suposto vazamento.
O ministro Alexandre de Moraes destacou que as investigações apontam para a participação de Bacellar em uma organização criminosa, reforçando a gravidade das suspeitas.