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O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques foi preso nesta sexta-feira (26/12) no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, no Paraguai, ao tentar embarcar utilizando um passaporte falso. O documento estava em nome de Julio Eduardo.
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Foto: Polícia Paraguaia
Segundo a polícia paraguaia, Silvinei apresentou um documento de identidade e um passaporte com o nome falso durante o procedimento de imigração. No entanto, agentes identificaram inconsistências nas informações, como numeração e impressões digitais, que não correspondiam ao passageiro. Durante a abordagem, ele confessou que os documentos não eram seus.
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Foto: Polícia Paraguaia
De acordo com autoridades brasileiras, Vasques estava em Santa Catarina quando rompeu a tornozeleira eletrônica que utilizava por determinação judicial. Após o rompimento do equipamento, o Brasil emitiu alertas a países vizinhos, como Paraguai, Argentina e Colômbia, o que contribuiu para a localização e prisão do ex-dirigente.
A expectativa das autoridades é que Silvinei Vasques seja expulso do Paraguai e retorne ao Brasil pela Ponte da Amizade, que liga Cidade do Leste a Foz do Iguaçu (PR). A data e os detalhes do procedimento ainda não foram divulgados.
Silvinei possui duas condenações judiciais. Em agosto, foi condenado por improbidade administrativa por usar a estrutura da PRF para fins eleitorais em 2022, recebendo multa de cerca de R$ 546,6 mil e ficando proibido de contratar com o poder público por quatro anos.
Em outro processo, foi condenado a 24 anos e seis meses de prisão por envolvimento na alegada tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Segundo o Supremo Tribunal Federal (STF), ele integrava o chamado “núcleo 2”, responsável por ações operacionais da trama.
Após deixar a PRF, Silvinei assumiu o cargo de secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação de São José, na Grande Florianópolis, mas renunciou em dezembro de 2025 após as condenações judiciais.