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A defesa do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques protocolou nesta sexta-feira (26) junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) um requerimento solicitando que ele seja detido em Santa Catarina ou na unidade especial conhecida como “Papudinha”, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
Segundo a petição, os advogados argumentam que Silvinei possui vínculos familiares, sociais e profissionais em municípios como São José e Florianópolis, o que contribuiria para a estabilidade da custódia e preservação de sua integridade física e psíquica, além de facilitar o exercício de sua ampla defesa, sem prejudicar a jurisdição do STF.
A defesa destacou ainda que Silvinei é reservista da Polícia Militar, o que, segundo eles, aumenta os riscos de exposição em presídios comuns. “Não se trata de privilégio, mas de elevada exposição institucional”, afirmou a defesa, justificando a solicitação para a Papudinha, onde já estiveram presos de casos políticos de grande repercussão, como o mensalão.
O ex-diretor da PRF foi detido na madrugada de sexta-feira (26) no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, no Paraguai, quando tentava embarcar para El Salvador utilizando o passaporte de outra pessoa. Antes disso, Silvinei havia rompido a tornozeleira eletrônica em um apartamento em Santa Catarina e viajado de carro até o Paraguai.
A Polícia Federal confirmou a identificação do ex-diretor por meio de procedimentos técnicos, incluindo reconhecimento facial, com apoio da cooperação internacional. A previsão é que Silvinei seja transferido neste sábado (27) para Brasília, onde aguardará o cumprimento da prisão.
Silvinei Vasques foi condenado a 24 anos e seis meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Como o processo ainda não transitou em julgado, ele aguardava em liberdade, cumprindo medidas cautelares.