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Os três técnicos de enfermagem presos por suspeita de matarem ao menos três pacientes internados no Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), não demonstraram arrependimento durante os depoimentos prestados à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Segundo os investigadores, os suspeitos agiram com extrema frieza mesmo após serem confrontados com provas que indicam a aplicação de uma substância letal nas vítimas.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Wisllei Salomão, o comportamento dos investigados chamou a atenção dos policiais. “Quando mostramos os vídeos, eles não esboçaram nenhuma reação e nenhum arrependimento. Frieza total”, afirmou o delegado. Inicialmente, os técnicos tentaram negar os crimes, alegando que apenas aplicavam medicamentos prescritos pelos médicos responsáveis pelos pacientes.
No entanto, conforme a investigação avançou, os suspeitos acabaram confessando os crimes ao serem confrontados com o material reunido pela polícia. Ainda segundo Salomão, mesmo após a confissão, os investigados não apresentaram justificativas claras para as mortes nem explicaram a motivação por trás das ações.
Prisões e fases da Operação Anúbis
Os três técnicos de enfermagem presos têm 28, 24 e 22 anos. As identidades não foram divulgadas pelas autoridades. As prisões ocorreram na manhã do dia 11 de janeiro, durante a primeira fase da Operação Anúbis, deflagrada pela Polícia Civil com apoio do Departamento de Polícia Especializada (DPE).
Na ocasião, dois dos suspeitos foram presos temporariamente por decisão judicial. Além disso, os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. Durante as diligências, diversos materiais considerados relevantes para a investigação foram recolhidos e encaminhados para análise.
As apurações tiveram novo avanço na última quinta-feira (15), com a deflagração da segunda fase da Operação Anúbis. Nessa etapa, a Polícia Civil cumpriu mais um mandado de prisão temporária contra uma investigada e realizou novas apreensões de dispositivos eletrônicos em Ceilândia e Samambaia. O conteúdo dos aparelhos agora passa por perícia e análise técnica.
Investigação segue em andamento
Segundo a Polícia Civil, o objetivo das investigações é esclarecer detalhadamente a dinâmica das mortes, identificar o papel individual de cada suspeito e verificar se houve a participação de outras pessoas nos crimes. Os investigadores também trabalham para confirmar se existem outros casos semelhantes, tanto no Hospital Anchieta quanto em outras unidades de saúde onde um dos técnicos, de 24 anos, teria atuado anteriormente.
O caso veio à tona após o próprio hospital comunicar as autoridades. De acordo com a unidade de saúde, circunstâncias consideradas atípicas foram observadas em relação ao trio, especialmente durante atendimentos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Diante da suspeita, o hospital instaurou uma apuração interna por iniciativa própria e, posteriormente, acionou a polícia.
“O hospital instaurou investigação, por iniciativa própria”, informou a instituição em nota oficial. A direção também afirmou que colaborou com as autoridades desde o início do caso.
Próximos passos
A Polícia Civil informou que as prisões temporárias foram fundamentais para garantir o avanço das investigações e evitar possíveis interferências na apuração dos fatos. A expectativa é de que, com a análise do material apreendido e novos depoimentos, seja possível esclarecer completamente o caso nos próximos dias.