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O Supremo Tribunal Federal (STF) afirmou, na manhã desta sexta-feira (23), que os gastos com a segurança de seus ministros são indispensáveis para garantir a proteção dos magistrados diante de ameaças recentes à Corte. Segundo o tribunal, episódios como os atos de 8 de Janeiro e a tentativa de explosão da sede do STF reforçaram a necessidade de medidas reforçadas de segurança.
A manifestação do STF ocorre após reportagem do portal Metrópoles revelar que o ministro Dias Toffoli, relator do inquérito que investiga o caso Banco Master, passou 168 dias no Resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro (PR), desde dezembro de 2022. De acordo com a apuração, apenas as diárias dos agentes responsáveis pela segurança do ministro nessas viagens consumiram cerca de R$ 548,9 mil em recursos públicos.
Levantamento do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) aponta que membros do STF permaneceram ao menos 125 dias em Ribeirão Claro entre dezembro de 2022 e agosto de 2025. Embora os dados não detalhem quais ministros estiveram envolvidos, os registros indicam o pagamento de diárias para equipes designadas a “prestar apoio em segurança e transporte”.
Ao todo, 25 agentes atuaram em 16 ocasiões distintas, somando 595 diárias, que ultrapassaram R$ 450 mil, segundo informações do TRT-2. Os dados estão disponíveis no site oficial do tribunal. Mesmo localizado no Paraná, o resort costuma receber escoltas enviadas pelo TRT-2, de São Paulo, quando o ministro Dias Toffoli está hospedado no local.
O Resort Tayayá está no centro das atenções por estar ligado a irmãos do ministro Dias Toffoli, que foram sócios do empreendimento entre dezembro de 2020 e fevereiro de 2025, após a aquisição de cotas. Posteriormente, a Reag, empresa investigada no STF no âmbito da apuração sobre fraudes envolvendo o Banco Master, utilizou um de seus fundos para comprar a participação dos irmãos do ministro no resort.
É a íntegra da nota
A segurança do Supremo Tribunal Federal tem por finalidade garantir a autonomia e a imparcialidade dos ministros, atuando nos termos da legislação vigente. Para tanto, possui a atribuição de avaliar riscos, identificar ameaças e definir os meios e modos necessários para assegurar a segurança dos ministros em todos os locais.
Os ministros do STF são alvos recorrentes de ameaças, materializadas por e-mails, publicações em redes sociais, tentativas de invasão das dependências do Tribunal e outras ações criminosas. Fatos como os atos de 8 de janeiro de 2023, o atentado a bomba ocorrido em 13 de novembro de 2024 e investigações da Polícia Federal que apuram planos concretos contra autoridades evidenciam esse cenário.
Diante desse contexto, a atuação da Secretaria de Polícia Judicial do STF observa os preceitos legais aplicáveis, de modo a assegurar condições adequadas para o exercício pleno e independente das funções constitucionais dos ministros.
Secretaria de Comunicação Social do Supremo Tribunal Federal