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O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Gaeco, realizou nesta quinta-feira (29) a 2ª fase da Operação Pretorianos. A ação visa desmantelar a rede de segurança armada e o esquema de corrupção policial que sustentam o império de Rogério Andrade, um dos principais nomes da contravenção carioca.Foto: Divulgação / MPRJ
Mesmo já estando preso desde novembro de 2024 no Presídio Federal de Campo Grande (MS) — pela morte de seu rival, Fernando Iggnácio —, Rogério Andrade foi alvo de um novo mandado de prisão. A investigação atual foca nos policiais que atuavam para proteger o contraventor e neutralizar rivais.
Prisões de PMs e o grupo “Vampiros”
Durante a operação, dois policiais militares aposentados foram presos: Carlos André Carneiro de Souza e Marcos Antonio de Oliveira Machado. Segundo o MP, os agentes faziam parte da escolta pessoal de Andrade e de sua família.
As investigações revelaram detalhes sombrios sobre a estrutura do bando:
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Codinome “Vampiros”: Era como se autointitulavam os policiais e integrantes do grupo que monitoravam agentes públicos e interferiam em ações policiais.
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Suborno e Espionagem: O PM aposentado Carlos André Carneiro de Souza é acusado de subornar um policial da ativa para obter informações sigilosas e direcionar batidas policiais apenas contra estabelecimentos de jogo de grupos rivais.
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Denúncia Ampla: Ao todo, 31 pessoas foram denunciadas por organização criminosa, exploração de jogos de azar e corrupção ativa.
Um império erguido sob sangue
A operação é mais um capítulo da violenta sucessão de Castor de Andrade, tio de Rogério. Após a morte do patriarca em 1997, uma guerra familiar pelo controle dos pontos de bicho e máquinas caça-níqueis mergulhou o Rio em um rastro de sangue.
Retrospecto da Guerra:
1998: Assassinato de Paulo Roberto de Andrade (Paulinho), filho de Castor; Rogério é o principal suspeito.
1999–2007: A disputa entre Rogério Andrade e Fernando Iggnácio deixa pelo menos 50 mortos, incluindo vários policiais.
2020: Fernando Iggnácio é executado com tiros de fuzil em uma emboscada no Recreio dos Bandeirantes, crime que levou Rogério à prisão federal.
Ações da Justiça
A denúncia foi aceita pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital. A Corregedoria da PM e a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) acompanharam a operação, que dá continuidade ao trabalho iniciado em março de 2024, quando 18 pessoas foram presas na primeira fase.
O foco das autoridades agora é sufocar a rede de informações que permitia ao grupo de Andrade antecipar operações e manter o controle territorial na base da força paramilitar.