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A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira (29), Luan Moore Aguiar Martins de Mello, apontado como o principal articulador de uma série de furtos a residências de luxo na Zona Sul carioca. O suspeito foi localizado na comunidade de Manguinhos, na Zona Norte, durante uma operação da 15ª DP (Gávea).
Com uma extensa ficha criminal, Luan se autointitulava o “Pedro Dom da atualidade”, em referência ao famoso criminoso de classe média que chefiou quadrilhas de assaltos a prédios de luxo no início dos anos 2000. De acordo com as investigações, o prejuízo causado por Luan pode chegar a R$ 1 milhão por residência invadida.
As investigações tiveram início em setembro de 2025, após uma onda de crimes nos bairros do Jardim Botânico, Gávea e São Conrado. O modus operandi do criminoso era estratégico:
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Acesso pela mata: Ele agia preferencialmente à noite, escolhendo casas próximas a áreas de vegetação para invadir os imóveis sem ser detectado pelas câmeras ou seguranças.
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Alvos de alto valor: Dentro das mansões, Luan focava exclusivamente em joias, relógios de grife e bolsas de luxo.
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Vida de luxo: O dinheiro obtido era gasto em hotéis e restaurantes sofisticados, com pagamentos feitos sempre em espécie para evitar rastreamento.
Curiosamente, o suspeito não escondia o crime. Ele utilizava as redes sociais para exibir sua rotina de ostentação e até para divulgar os itens furtados, o que a polícia interpreta como um desafio às forças de segurança.
A vida no crime começou cedo para Luan. Antes dos 18 anos, ele já havia sido apreendido dez vezes pelo mesmo delito: furto em residência. Atualmente, ele acumula 47 anotações criminais. Contra ele, havia um mandado de prisão em aberto por furto e receptação.
Apesar do alto padrão dos itens roubados, Luan os negociava por valores muito abaixo do mercado. Segundo a 15ª DP, peças de ouro com assinaturas de grifes famosas — que poderiam valer dez vezes mais — eram vendidas a receptadores por cerca de R$ 450 o grama, sem considerar o valor artístico ou da marca.
Luan Moore agora está à disposição da Justiça e a polícia busca identificar os receptadores que compravam os artigos de luxo desviados.