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O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi passou a ser investigado no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) após uma jovem afirmar ter sido assediada por ele durante as férias de janeiro em Balneário Camboriú (SC), segundo reportagem antecipada pelo portal Metrópoles. A vítima é filha de advogados amigos do magistrado, e a família estava hospedada na casa de praia do ministro.
De acordo com a denúncia, a jovem teria sido abordada enquanto tomava banho de mar, quando Buzzi, que já estava na água, teria tentado agarrá-la. Ela conseguiu se soltar e relatou o ocorrido aos pais, que deixaram imediatamente a residência e registraram boletim de ocorrência.
O CNJ confirmou que o caso está sob análise da Corregedoria Nacional de Justiça, tramitando em sigilo, para preservar a intimidade e a integridade da vítima e evitar exposição indevida ou revitimização. Depoimentos foram colhidos no âmbito do processo, e a investigação foi registrada como importunação sexual.
Em Brasília, a mãe da jovem procurou ministros do STJ, e o corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, entrou em contato para acompanhar o caso. Uma comissão de ministras da corte também solicitou providências ao presidente do STJ, Herman Benjamin. Segundo relatos de integrantes da corte, o clima entre os magistrados é de indignação.
O advogado da família, Daniel Bialski, afirmou que o foco principal é a preservação da vítima e de sua família, e que aguardam rigor na apuração e desfecho pelos órgãos competentes. Um depoimento está marcado para quinta-feira (5) na delegacia em São Paulo, onde o boletim de ocorrência foi registrado.
Em nota, Marco Buzzi negou as acusações: “Fui surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos. Repudio toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio.” Buzzi está no STJ desde 2011 e integra atualmente a Quarta Turma, responsável por conflitos de direito privado.