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Na véspera da abertura oficial do carnaval, um camarote instalado na Avenida Oceânica, no bairro da Barra, em Salvador, teve as atividades suspensas após ser alvo de uma operação da Polícia Civil da Bahia. A ação, batizada de “Falsas Promessas 3”, investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado à exploração ilegal de rifas pela internet. Um homem foi preso, mas a identidade dele não foi divulgada.
De acordo com as investigações, o espaço estaria sendo utilizado para ocultar e dissimular recursos obtidos de forma ilícita. A Justiça determinou a suspensão imediata do funcionamento do camarote diante dos indícios reunidos pela polícia.
Ao todo, foram bloqueados cerca de R$ 230 milhões em valores atribuídos à organização criminosa. Além disso, uma aeronave avaliada em mais de R$ 10 milhões foi apreendida. Segundo a polícia, o avião seria produto dos crimes investigados e vinha sendo utilizado para facilitar a mobilidade dos envolvidos e a ocultação de patrimônio.
A operação cumpriu mandados de busca e apreensão contra 13 investigados nas cidades de Salvador, Camaçari e Feira de Santana, na Bahia, além de São Bernardo do Campo e São Paulo, no estado paulista.
Em entrevista à imprensa local, o delegado Fábio Lordello afirmou que o grupo atuava de forma estruturada, utilizando empresas de fachada, intermediadoras de pagamento e pessoas interpostas para movimentar valores incompatíveis com as atividades declaradas. As conexões financeiras do esquema seguem sob aprofundamento investigativo.
A ofensiva foi coordenada pelo Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), com apoio da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core) e do Serviço Aeropolicial (Saer).