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Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como o “Sicário” de Daniel Vorcaro, morreu nesta quarta-feira (4) em Minas Gerais, após se suicidar enquanto estava sob custódia da Polícia Federal. Mourão estava internado no Hospital João XXIII, para onde foi levado depois de ser encontrado em estado crítico na prisão. Segundo a PF, a morte encefálica foi constatada pelos médicos.
A Polícia Federal informou que iniciou procedimentos de reanimação e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que encaminhou Mourão ao hospital. “Sicário” era investigado por seu papel central na organização criminosa conhecida como “A Turma”, ligada ao Banco Master, e que executava monitoramento de alvos, extração ilegal de dados de sistemas sigilosos e ações de intimidação física e moral.
A corporação afirmou que abrirá uma investigação interna para apurar as circunstâncias da morte e entregará ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), todos os vídeos que registram a dinâmica do ocorrido.
Segundo a PF, Mourão recebia cerca de R$ 1 milhão por mês para executar ações ilícitas e tinha acesso indevido a sistemas restritos da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e até de bases internacionais. Em uma decisão recente, o ministro André Mendonça citou indícios de que o banqueiro Daniel Vorcaro teria determinado a Mourão simular um assalto contra o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, como forma de pressionar a imprensa.