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A Polícia Federal (PF) e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) prenderam quatro operadores financeiros de uma organização criminosa do Rio de Janeiro. A Operação Red Fox foi deflagrada entre os dias 20 e 21 de junho de 2026, com ações simultâneas no Brasil e no Suriname.
A operação mirou a estrutura financeira e logística transnacional do grupo, investigado por lavar dinheiro e financiar a compra de drogas e armas de fogo de uso restrito vindas do exterior. Os recursos eram destinados ao abastecimento da organização no Rio de Janeiro e em outros estados.
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Presos no Suriname e no Brasil
Dois dos alvos foram capturados no Suriname com o apoio da Diretoria de Segurança Nacional (DNV) e do Judicial Intervention Team (JIT). As autoridades locais detiveram um homem e uma mulher, que foram posteriormente deportados para o Brasil e presos em Belém, no Pará.
O homem é investigado como operador financeiro com atuação na região de fronteira. Ele teria movimentado mais de R$ 150 milhões no período investigado, com repasses vinculados à compra de armamentos. A mulher é apontada como operadora logística e financeira; as investigações registraram deslocamentos dela ao Suriname em períodos compatíveis com movimentações suspeitas de recursos.
Os outros dois suspeitos foram presos em território nacional. Um deles foi detido no Rio de Janeiro, sob a suspeita de usar contas pessoais e empresariais para pulverizar recursos ilícitos e viabilizar pagamentos a fornecedores. O outro foi preso em Tabatinga, no Amazonas, região de tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. Ele era responsável por uma empresa usada no fluxo financeiro da organização na região amazônica, com foco em pagamentos ligados à logística transnacional de drogas e armas.
Bloqueio de quase R$ 500 milhões
As medidas da operação foram expedidas pela 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Entre elas estão mandados de prisão preventiva, bloqueio de ativos, sequestro e indisponibilidade de bens, direitos e valores, além da suspensão das atividades de pessoas jurídicas identificadas como empresas de fachada ou contas de passagem do grupo.
No eixo patrimonial, a Justiça Federal autorizou bloqueios até o limite de quase R$ 500 milhões. O objetivo é sufocar a capacidade econômica da organização, impedir a dissipação do patrimônio e interromper o financiamento de atividades ilícitas. As investigações apontaram que o grupo utilizava empresas de fachada, laranjas (interpostas pessoas) e depósitos fracionados para ocultar o dinheiro.




















































