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🧡 Ver Ofertas na ShopeeRelatório com mais de 200 páginas revela que tripulação enfrentava alertas intermitentes no sistema pneumático de degelo; piloto comparou aeronave a um “Fusquinha” e copiloto demonstrou preocupação com a rota minutos antes da tragédia que matou 62 pessoas.
O laudo da Polícia Federal sobre a queda do avião da Voepass em Vinhedo (SP), em agosto de 2024, aponta que a tripulação já lidava com falhas no sistema de degelo antes do acidente que matou 62 pessoas. O documento, ao qual o Fantástico teve acesso com exclusividade, tem mais de 200 páginas e descreve uma sequência de falhas intermitentes no sistema pneumático de degelo da aeronave.
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Falhas conhecidas pela tripulação
O relatório indica que o problema já havia aparecido em voos anteriores e era de conhecimento da tripulação. No voo anterior à tragédia, o comandante comentou na cabine sobre o acúmulo de gelo na aeronave: “Olha lá o gelo… o gelo foi embora agora, finalmente. Escutei um barulho aqui, foi o gelo que voou”, disse ele, em conversa gravada pela caixa-preta.
Após o pouso desse trecho, o piloto expressou alívio ao falar com o copiloto: “Chegamos vivos”, afirmou, segundo o áudio registrado.
Alertas no voo fatal
Já no voo que terminaria em tragédia, um alerta crítico apareceu ainda durante a subida e foi associado ao sistema de degelo. “É o ‘Airframe’ que deu ‘fault’… pode tirar, pode tirar… pelo menos a gente já sabe que tá…”, disse o piloto.
O copiloto demonstrou preocupação com a rota e com a possibilidade de entrar em uma área de formação de gelo. “Olha a situação, se bem que não tá reportado isso aí, mas pra gente não pegar gelo teria que ir no 110, né?”, comentou.
Em meio aos alertas, o comandante comparou o avião a um carro antigo, em tom de ironia: “Foi só eu falar. O avião escutou. Esse avião parece aquele Fusquinha, Herbie lá… Herbie, filme bem antigo”, disse.
Falha no sistema e perda de sustentação
Quase uma hora depois, já na aproximação de São Paulo, o copiloto voltou a relatar acúmulo de gelo e tentou acionar o sistema. Ao ouvir a tentativa de ligar o airframe, o piloto respondeu: “Essa bosta não tá funcionando, né?”
O relatório descreve que houve alerta de degradação de performance, aumento de velocidade e, em seguida, a ativação do alarme de estol. Em menos de um minuto, segundo a PF, a aeronave perdeu sustentação, entrou em estol e caiu em parafuso até atingir o solo.
Falha na execução dos procedimentos
A Polícia Federal afirma que os pilotos não executaram no momento correto os procedimentos previstos pelo fabricante para a falha do degelo. O documento aponta que houve cerca de 20 segundos entre o alerta “Increase Speed” e o início da queda em parafuso — intervalo em que ainda haveria possibilidade de intervenção.
A expectativa é de que o inquérito seja divulgado oficialmente ao público em coletiva de imprensa. O Cenipa já havia apresentado seu relatório preliminar anteriormente.

















































































