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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta segunda-feira (8) a suspensão da divulgação de uma pesquisa do Instituto AtlasIntel que mostrava queda nas intenções de voto do pré-candidato à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL). Na decisão, Nunes Marques afirmou que há indícios de que o questionário foi elaborado para induzir as respostas dos entrevistados, comprometendo a credibilidade do levantamento.
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O magistrado atendeu a um pedido do Partido Liberal (PL), que alegou que o instituto usou perguntas carregadas de contexto negativo para influenciar os entrevistados. A pesquisa, realizada entre 13 e 18 de maio com 5.032 eleitores de todo o país, tinha margem de erro de 1 ponto percentual e nível de confiança de 95%.
De acordo com a decisão, a AtlasIntel terá que enviar ao TSE documentação técnica complementar que comprove a regularidade da metodologia, especialmente esclarecendo o uso de um áudio na pesquisa. O Ministério Público Eleitoral também será ouvido no processo.
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O que motivou a suspensão
Segundo o PL, o questionário continha 49 perguntas, das quais oito tratavam diretamente do Banco Master – instituição financeira alvo de investigações. As perguntas foram apresentadas em sequência, o que, na avaliação do partido, criou uma “cadeia de contexto” capaz de influenciar negativamente a percepção dos eleitores sobre Flávio Bolsonaro.
O partido listou uma progressão de temas que considerou problemática: medo eleitoral; comparação entre Lula e Flávio; fraude financeira; Banco Master; Daniel Vorcaro; conversas vazadas; possível envolvimento direto; impacto sobre o voto; enfraquecimento da candidatura; e retirada da candidatura.
A legenda também contestou o uso de um áudio na pesquisa, argumentando que não há prova de autenticidade do material.
“Essa cadeia produz contexto, não mera medição. A pesquisa, da maneira heterodoxa em que formulada, pode criar, indevidamente, manchetes e narrativas de campanha baseadas em resultados obtidos após estímulo negativo. Isso desvirtua a função informativa da pesquisa eleitoral e permite que o instrumento de medição se converta em meio indireto de propaganda negativa” , argumentou o PL.
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O que diz a decisão de Nunes Marques
Ao justificar a suspensão, o ministro afirmou que a controvérsia não se limita a uma simples discordância sobre métodos. Segundo ele, há suspeita de que o questionário foi usado como mecanismo para induzir o entrevistado.
Nunes Marques destacou que outras 27 pesquisas feitas pelo mesmo instituto não apresentaram perguntas semelhantes nem utilizaram áudio. Esse fato, segundo o magistrado, reforça a suspeita de irregularidade na formulação do levantamento questionado.
A decisão individual do ministro será levada a referendo do plenário do TSE na sessão desta terça-feira (9). Caso os demais ministros concordem, a suspensão será mantida.
Consequências práticas
Com a decisão, a AtlasIntel está proibida de manter os dados da pesquisa em seus canais oficiais. O instituto terá que apresentar explicações adicionais sobre a metodologia e o uso do áudio. Enquanto isso, o levantamento não pode mais ser divulgado.
O TSE ainda não definiu se a suspensão tem caráter definitivo. A palavra final dependerá da análise do plenário e da manifestação do Ministério Público Eleitoral.






















































