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🧡 Ver Ofertas na ShopeeJuristas, estudantes e representantes de entidades da sociedade civil participaram, na manhã desta sexta-feira (25), de um ato na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), no centro da capital paulista. Segundo os organizadores, o evento teve como objetivo a defesa da soberania nacional e a oposição à tarifa anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros.
O ato foi realizado no salão nobre da instituição e reuniu centenas de pessoas. Durante o encontro, os participantes entoaram palavras de ordem como “Não à tirania, soberania não se negocia” e “Sou brasileiro com muito orgulho”. Também houve manifestações contrárias à revogação de vistos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), além de declarações de apoio ao Judiciário e ao Ministério Público.
Ainda de acordo com os organizadores, a manifestação foi uma resposta ao anúncio de uma tarifa de 50% sobre exportações brasileiras, medida prevista para entrar em vigor em 1º de agosto. O governo norte-americano afirmou que a decisão está relacionada ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), acusado de tentativa de golpe de Estado.
Durante o ato, foi lida uma carta pública intitulada “Em defesa da soberania nacional”, com críticas à medida e defesa da autonomia brasileira. “Exigimos o mesmo respeito que dispensamos às demais nações. Repudiamos toda e qualquer forma de intervenção, intimidação ou admoestação que busque subordinar nossa liberdade como nação democrática”, diz um trecho do documento. Os organizadores afirmam que mais de oito mil pessoas já assinaram o texto.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
O ato contou com a presença de mais de cem entidades, incluindo a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o grupo Prerrogativas, a União Nacional dos Estudantes (UNE), o Instituto Vladimir Herzog e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI).
“Carta em defesa da soberania nacional”
Abaixo, leia a íntegra da carta:
“A soberania é o poder que um povo tem sobre si mesmo. Há mais de dois séculos o Brasil se tornou uma nação independente. Neste período, temos lutado para governar nosso próprio destino. Como nação, expressamos a nossa soberania democraticamente e em conformidade com nossa Constituição.
É assim que, diuturnamente, almejamos alcançar a cidadania plena, construir uma sociedade livre, justa e solidária, erradicar a pobreza e a marginalização, reduzir as desigualdades sociais e regionais e, ainda, promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
Nas relações internacionais, o Brasil rege-se pelos princípios da independência nacional, da prevalência dos direitos humanos, da não-intervenção, assim como pelo princípio da igualdade entre as nações. É isso o que determina nossa Constituição.
Exigimos o mesmo respeito que dispensamos às demais nações. Repudiamos toda e qualquer forma de intervenção, intimidação ou admoestação, que busquem subordinar nossa liberdade como nação democrática. A nação brasileira jamais abrirá mão de sua soberania, tão arduamente conquistada. Mais do que isso: o Brasil sabe como defender sua soberania.
Nossa Constituição garante aos acusados o direito à ampla defesa. Os processos são julgados com base em provas e as decisões são necessariamente motivadas e públicas. Intromissões estranhas à ordem jurídica nacional são inadmissíveis.
Neste grave momento, em que a soberania nacional é atacada de maneira vil e indecorosa, a sociedade civil se mobiliza, mais uma vez, na defesa da cidadania, da integridade das instituições e dos interesses sociais e econômicos de todos os brasileiros.
Brasileiras e brasileiros, diálogo e negociação são normais nas relações diplomáticas, violência e arbítrio, não! Nossa soberania é inegociável. Quando a nação é atacada, devemos deixar nossas eventuais diferenças políticas, para defender nosso maior patrimônio. Sujeitar-se a esta coação externa significaria abrir mão da nossa própria soberania, pressuposto do Estado Democrático de Direito, e renunciar ao nosso projeto de nação.
Somos cem por cento Brasil!!”























































