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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO empresário Paulo Skaf foi eleito nesta segunda-feira (4) para seu quinto mandato como presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A eleição ocorreu em chapa única, e Skaf recebeu 99% dos votos válidos. A posse está prevista para 1º de janeiro de 2026, quando substituirá Josué Gomes da Silva, atual presidente da entidade.aulo
O retorno de Skaf à Fiesp acontece em meio à crise do “tarifaço” e diante de novos desafios enfrentados pelo setor industrial brasileiro, como juros elevados, transição verde e avanços em inteligência artificial. Ele já comandou a entidade por 17 anos, entre 2004 e 2021.
Após a confirmação do resultado, Skaf defendeu uma atuação mais incisiva da Fiesp no cenário internacional e afirmou que adotará uma “diplomacia empresarial” complementar à oficial. “Vamos ter equipes que vão trabalhar de forma permanente para que a gente possa abrir novos mercados, explorar melhor os mercados, ter uma aproximação maior com os nossos clientes no exterior para poder vender mais, comprar mais, trazer investimentos para o Brasil, exportar mais, levar investimentos brasileiros para fora, especialmente ao mercado americano, que é importante para o Brasil”, declarou.
Como parte dessa estratégia, Skaf anunciou que Roberto Azevêdo, ex-diretor da Organização Mundial do Comércio (OMC), aceitou o convite para liderar o conselho de relações internacionais da entidade, com base em Nova York.
No mês passado, Skaf se reuniu com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e empresários no Palácio dos Bandeirantes para discutir os impactos do tarifaço — sobretaxa de 50% imposta por outros países a produtos brasileiros. Ele classificou a medida como um “problema grave” e prometeu agir.
“Não temos tempo. É um assunto que precisa ser resolvido com urgência”, afirmou. “Espero contar com a diplomacia oficial do governo brasileiro para encontrar caminhos rápidos para que a alíquota de 50% seja reduzida.”
Segundo ele, o retorno ao comando da Fiesp não estava nos planos, mas foi motivado por apelos do setor industrial. “Acabei sendo convocado”, disse Skaf, que também defendeu a redução dos gastos públicos e criticou a proposta de aumento da alíquota do IOF.
Questionado sobre a possível volta do pato amarelo — símbolo da campanha da Fiesp contra o aumento de impostos durante o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff —, o empresário respondeu: “As novidades ficarão para o próximo ano.”
Skaf tem formação administrativa e mais de duas décadas de atuação no setor têxtil, inicialmente como empresário e, posteriormente, como dirigente setorial, à frente da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções) e do Sinditêxtil/SP.
Além da Fiesp, também presidiu o Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) a partir de 2007. Seu retorno à liderança ocorre num momento em que a indústria nacional tenta se reinventar em meio à pressão por inovação, sustentabilidade e competitividade global.




















































