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A Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirmou que o corpo encontrado entre os escombros do depósito clandestino de fogos de artifício que explodiu no Tatuapé, Zona Leste de São Paulo, é de Adir Mariano, 46 anos. Ele era baloeiro e inquilino do imóvel localizado na rua Francisco Bueno, onde a explosão ocorreu na noite de quinta-feira (13).
A identificação foi feita após exames oficiais, e o corpo já foi liberado para a família. Segundo a advogada de Alessandro de Oliveira Mariano, irmão de Adir, a cerimônia de despedida será realizada de forma privada, restrita apenas aos parentes, e o corpo será cremado.
As primeiras informações da Polícia Civil indicam que Adir era a única pessoa dentro da casa no momento da explosão, que destruiu completamente o imóvel em que ele vivia e armazenava fogos de artifício de forma clandestina. A força da detonação foi tão grande que atingiu também as residências vizinhas, deixando um rastro de destruição na rua.
A esposa de Adir, com quem ele era casado, não estava no local no momento do acidente. Ela havia acabado de chegar do trabalho e decidiu ir ao shopping. Ao retornar, encontrou a casa totalmente destruída. A mulher prestou depoimento no inquérito e teve o celular apreendido pela polícia. Em sua fala, afirmou desconhecer que o marido mantinha explosivos dentro da residência, que estava alugada em nome da ex-esposa do irmão de Adir.
A explosão deixou dez pessoas feridas e provocou danos severos em diversas casas da região. A Defesa Civil interditou 23 residências após avaliação inicial dos estragos.
Neste sábado (15), parte das moradias foi liberada. No entanto, 13 ainda permanecem interditadas — sendo 11 totalmente e duas parcialmente — devido ao risco estrutural, segundo informações da Prefeitura de São Paulo.
Imagens de câmeras de segurança e vídeos gravados por moradores captaram o momento da explosão, que iluminou o quarteirão e assustou toda a vizinhança.
Adir Mariano era conhecido no meio dos baloeiros e já havia sido investigado pela Polícia Civil em 2011, em São José dos Campos, por soltar balões com fogos de artifício — prática que é crime e pode causar incêndios.
O imóvel onde ele vivia ficou totalmente destruído. De acordo com a SSP, havia armazenamento irregular de fogos de artifício dentro da residência, o que reforça a principal linha de investigação: a de que os materiais explosivos guardados clandestinamente causaram a detonação.
As autoridades seguem analisando as imagens, colhendo depoimentos e realizando perícias no local para esclarecer com precisão o que desencadeou a explosão.
Enquanto parte das famílias já pôde voltar às suas casas, muitos moradores seguem desabrigados e aguardam orientações da Defesa Civil sobre a segurança das estruturas. O clima no bairro ainda é de apreensão e perplexidade diante da tragédia que destruiu imóveis, feriu moradores e tirou a vida de Adir Mariano.