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O Comando Geral da Polícia Militar de São Paulo decidiu afastar o tenente Henrique Otavio Oliveira Velozo das atividades oficiais da corporação, mesmo após sua absolvição pelo júri popular no caso da morte do lutador Leandro Lo. A decisão foi publicada no Diário Oficial em 1º de dezembro.
Segundo a PM, apesar de a Justiça ter determinado liminarmente a reintegração de Velozo à corporação, ele “não retornará às suas atividades normais até a decisão final do Poder Judiciário”. Durante o período de afastamento, o policial ficará submetido a um regime disciplinar específico previsto em lei, que inclui a proibição do uso de uniforme, o recebimento de apenas um terço da remuneração e a impossibilidade de promoções.
O tenente, que é lotado no 49º Batalhão, continuará recebendo 1/3 do salário de R$ 14,6 mil, mas não participará das atividades policiais. A medida foi aprovada por unanimidade pelos membros do Conselho de Justificação da Polícia Militar.
Henrique Velozo havia sido preso por mais de três anos pelo crime, ocorrido em 7 de agosto de 2022, durante um show de pagode do grupo Pixote no Clube Sírio. O policial se envolveu em uma discussão com Leandro Lo e disparou um tiro que atingiu a cabeça do lutador, campeão mundial de jiu-jítsu.
Em 14 de novembro, Velozo foi absolvido pelo júri popular, que entendeu que o policial agiu em legítima defesa. Com a decisão, ele foi reintegrado à Polícia Militar em 18 de novembro, voltando a receber integralmente o salário.
Os advogados de defesa de Velozo afirmaram que a demissão do tenente, realizada em setembro pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi “ilegal por desrespeitar o devido processo legal”, já que ocorreu antes do julgamento que reconheceu a legítima defesa.
A PM esclareceu que a manutenção do afastamento até decisão final do Judiciário visa seguir os procedimentos disciplinares da corporação, independentemente do resultado da absolvição no caso criminal.