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A Polícia Civil de São Paulo realiza nesta terça-feira (9) a Operação Azimut, que mira um grupo acusado de fraude no sistema bancário e furto de R$ 20 milhões de uma empresa de meios de pagamento. Até o momento, oito pessoas foram presas, incluindo empresários e contadores suspeitos de participação no esquema.
Segundo a investigação, os criminosos utilizaram credenciais válidas de forma ilegal para realizar transferências no valor de R$ 19,2 milhões de clientes da empresa alvo. Os recursos foram direcionados para duas empresas, sendo que uma delas recebeu R$ 7 milhões e, ao longo de dois anos, movimentou cerca de R$ 6,8 bilhões.
Ao todo, estão sendo cumpridos 12 mandados de prisão temporária — nove na capital e três em Campinas — e 12 mandados de busca e apreensão. A ação conta com 32 policiais civis e 16 viaturas da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCIBER) do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), além de apoio de oito policiais e quatro viaturas da Deic/Campinas.
A investigação aponta que os suspeitos agiam em conjunto, utilizando empresas criadas especificamente para lavar dinheiro. Um escritório de contabilidade também é alvo da operação, por supostamente fornecer estrutura e documentação para a criação das empresas utilizadas no esquema.
A Operação Azimut é um desdobramento de uma ação realizada em julho, quando três pessoas foram presas. Na ocasião, os detidos seriam “laranjas” usados pelos verdadeiros responsáveis pelas empresas beneficiadas pela fraude. Os investigados respondem por organização criminosa, furto, estelionato e lavagem de capitais.