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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), elevou o tom das críticas contra a Enel Distribuição São Paulo devido à lentidão no restabelecimento da energia elétrica na Grande São Paulo. A declaração foi feita na quinta-feira (11), dois dias após um vendaval histórico atingir a região com rajadas de até 98,1 km/h.
Naquele dia, cerca de 1,4 milhão de unidades consumidoras continuavam sem luz, sendo aproximadamente 1 milhão somente na capital paulista.
Tarcísio classificou o número de equipes mobilizadas pela concessionária como “absolutamente insuficiente” para lidar com a dimensão do estrago, que inicialmente deixou 2,2 milhões de clientes sem energia.
“A gente não pode ficar refém, não dá. Todo evento climático, nós vamos ter o mesmo problema. Qual é a previsibilidade? Quando que a energia vai ser restabelecida? As pessoas ficam dias sem restabelecimento,” criticou o governador.
Ele apontou que, embora o número de equipes em campo tenha chegado a 1.600, esse contingente não foi capaz de atender à demanda. “É um problema sério, nos preocupa a velocidade de restabelecimento. Por isso que a gente tem sido muito crítico à questão da prorrogação do contrato”, afirmou.
O governador lembrou que o governo estadual já havia proposto ao governo federal medidas mais drásticas para resolver os problemas crônicos com a Enel.
“Lá atrás, sugerimos para o Ministério de Minas e Energia e para a Agência Nacional de Energia Elétrica medidas regulatórias, o início do processo de caducidade, também a intervenção [do governo federal na Enel],” revelou Tarcísio.
Na visão do governador, a área de concessão da Enel é extensa demais para uma única operadora. Ele defende que o contrato deveria ser dividido para facilitar investimentos, automatizar a rede e melhorar a capacidade operacional.
O futuro da concessão da Enel em São Paulo permanece em um impasse. A empresa busca a prorrogação de seu contrato, que vence em 2028, por mais 30 anos.
O governo de São Paulo se posiciona contra essa renovação, argumentando que o modelo de contrato atual é muito antigo, facilita o alcance de determinados indicadores regulatórios e não incentiva os investimentos robustos necessários para modernizar a infraestrutura elétrica.