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A Operação Chuvas, coordenada pela Defesa Civil do Estado de São Paulo, já contabiliza sete mortes desde o início do período de monitoramento, em 10 de dezembro. As ocorrências estão relacionadas a deslizamentos, quedas de árvores, muros e acidentes provocados pelas fortes chuvas que atingem diferentes regiões do estado.
Na tarde de terça-feira (16), dois homens morreram em Ilhabela, no litoral norte paulista, após episódios associados ao mau tempo. As demais vítimas foram registradas em diferentes municípios: um homem morreu em um deslizamento de terra em Campos do Jordão, na Serra da Mantiqueira; uma mulher perdeu a vida após a queda de um muro na zona leste da capital paulista; outra mulher morreu depois que uma árvore caiu sobre ela em Guarulhos; um homem sofreu descarga elétrica em Juquitiba; e outro foi arrastado pela correnteza após escorregar e cair em um rio em Bauru.
Além das mortes confirmadas, um homem está desaparecido em Guarulhos desde a tarde de terça-feira. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o veículo em que ele estava foi arrastado pela enxurrada e caiu em um córrego. As buscas seguem em andamento.
Neste ano, a Operação Chuvas teve início em 1º de dezembro e está prevista para seguir até 31 de março de 2026, período considerado crítico para a ocorrência de eventos extremos, como alagamentos, deslizamentos e quedas de árvores. A Defesa Civil mantém monitoramento constante e orienta a população a evitar áreas de risco durante temporais.
Nesta quarta-feira (17), o estado de São Paulo amanheceu com temperaturas mais amenas e chuvas pontuais. O litoral norte registrou acumulados significativos de precipitação nas últimas horas. Ao longo do dia, a previsão indica chuva fraca na região metropolitana da capital e no Vale do Paraíba, enquanto áreas próximas à divisa com Minas Gerais podem enfrentar pancadas de intensidade moderada a forte.
Nas demais regiões do estado, o tempo permanece parcialmente nublado, com possibilidade de chuvas fracas e rajadas de vento, segundo a Defesa Civil.
As chuvas também provocaram impactos no fornecimento de energia elétrica. Na manhã desta quarta-feira, mais de 46 mil imóveis estavam sem luz em São Paulo, principalmente na região metropolitana. O problema ocorre apenas oito dias após a passagem de um ciclone extratropical, que provocou ventos próximos de 100 km/h e causou um apagão histórico, afetando mais de 2 milhões de imóveis em todo o estado.
Segundo a concessionária Enel, a capital paulista concentra o maior número de ocorrências, com 28.729 endereços sem energia elétrica. Em Osasco, são 5.843 imóveis afetados, enquanto São Bernardo do Campo registra 4.315 domicílios sem fornecimento.
O temporal que atingiu São Paulo na terça-feira (16) levou a Defesa Civil a emitir, pouco antes das 17h, um alerta severo para as zonas Leste, Centro, Oeste e Sul da capital, indicando chuva intensa, raios, ventos fortes e possibilidade de granizo.
De acordo com a Enel, com a chuva desta terça-feira, mais de 81 mil clientes ficaram sem energia nas 24 cidades da Grande São Paulo. No balanço mais recente, divulgado às 9h26 desta quarta-feira (17), 48.513 imóveis ainda permaneciam sem luz, sendo 32.203 apenas na capital paulista.
As autoridades seguem monitorando a situação e reforçam a orientação para que a população acompanhe os alertas oficiais e evite deslocamentos em momentos de chuva intensa.
