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A vereadora de São Paulo Amanda Vettorazzo (União Brasil) protocolou nesta terça-feira (13) um pedido para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal com o objetivo de apurar denúncias de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.
Segundo a parlamentar, o requerimento reúne 19 assinaturas e aponta a existência de indícios considerados graves de práticas ilegais supostamente cometidas a partir da sede administrativa do banco, localizada na capital paulista. Entre as acusações citadas no documento estão fraude financeira, maquiagem contábil, lavagem de dinheiro e prejuízos a investidores, consumidores e à economia popular da cidade.
No pedido, a vereadora afirma que os crimes atribuídos ao Banco Master “colocam em risco não apenas a ordem econômica da cidade de São Paulo, mas também a credibilidade do centro financeiro local, considerado patrimônio imaterial da capital”.
O protocolo do pedido ocorre no mesmo contexto em que a Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (14), a segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de irregularidades envolvendo a instituição financeira. Ao todo, a PF cumpre 42 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, incluindo o dono do banco, Daniel Vorcaro, e familiares dele.
As ações ocorrem em São Paulo — inclusive na Avenida Faria Lima, um dos principais polos financeiros do país — além dos estados da Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Também foi determinado o bloqueio de bens e valores que somam R$ 5,7 bilhões.
Durante a operação, o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, foi detido no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, quando se preparava para embarcar em um voo com destino a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. O empresário e investidor Nelson Tanure e o empresário João Carlos Mansur também são alvos da investigação, suspeitos de auxiliarem no esquema apurado pela PF.
Além disso, os agentes cumprem mandados de busca em empresas como Sefer Investimentos DTVM, Clínica Mais Médicos S.A., Acura Gestora de Recursos LTDA e WNT Gestora de Recursos LTDA.
De acordo com a Polícia Federal, o novo avanço da investigação foi possível após a análise de provas reunidas na fase inicial da operação, que revelou indícios adicionais de irregularidades e motivou a ampliação das diligências contra o grupo investigado.
Outro lado
Em nota, a defesa de Daniel Vorcaro informou que tomou conhecimento das medidas de busca e apreensão e afirmou que o empresário “tem colaborado integral e continuamente com as autoridades competentes”. Segundo os advogados, todas as determinações judiciais serão cumpridas “com total transparência”, embora a defesa ainda não tenha tido acesso aos autos.
A nota afirma ainda que Vorcaro permanece à disposição para prestar esclarecimentos sempre que solicitado e que a defesa confia no devido processo legal, atuando para que as informações sejam tratadas “de forma objetiva e dentro dos limites constitucionais”.