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A Polícia Civil e a Corregedoria da Polícia Militar prenderam, entre a última sexta-feira (16) e esta segunda-feira (19), seis policiais militares suspeitos de envolvimento na execução do comerciante e lobista Luis Francisco Caselli, de 61 anos. O crime ocorreu em novembro do ano passado, na Vila Formosa, Zona Leste da capital paulista.
Todos os agentes detidos integram o 6° Batalhão de Ações Especiais (BAEP) de São Bernardo do Campo, unidade de elite da corporação no ABC Paulista. Os policiais foram encaminhados ao Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte de São Paulo.
O rastreamento da vítima
A peça-chave da investigação conduzida pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) foi um rastreador veicular. Segundo os investigadores, o equipamento foi instalado no carro de Caselli para monitorar seus deslocamentos em tempo real antes da execução.
As autoridades chegaram aos militares após a prisão de Clévio Queiroz dos Santos, o homem que vendeu o dispositivo. Em depoimento, Clévio confessou ter entregue o rastreador diretamente ao policial militar Hélio Passos, o primeiro a ser preso na operação. A partir desse elo, a Polícia Civil identificou a participação de outros cinco colegas de farda no esquema criminoso.
Relembre a execução
O crime aconteceu por volta das 18h30 do dia 24 de novembro de 2025. Luis Francisco Caselli chegava em sua residência de carro quando foi interceptado por dois homens em uma motocicleta.
Testemunhas relataram que houve uma breve conversa entre as partes antes de o garupa sacar uma arma e efetuar diversos disparos contra o comerciante. Caselli, que atuava defendendo interesses de empresas junto ao poder público e possuía antecedentes por estelionato, chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
“Cortar na própria carne”
Em nota oficial, o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Nico Gonçalves, lamentou o envolvimento de agentes públicos em crimes, mas reforçou o compromisso com a transparência e a punição.
“A gente não fica feliz com essa situação, em que um agente público que se comprometeu a servir e proteger acaba se envolvendo em uma ação criminosa, mas é importante que a população saiba que nossas polícias estão de prontidão para trazê-los à Justiça. Não há hesitação em cortar na própria carne”, destacou o secretário.
A Polícia Civil continua as investigações para determinar a motivação do crime e identificar se há outros envolvidos ou mandantes por trás da execução do lobista.