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A Polícia Civil de São Paulo investiga se o juiz e auditor fiscal Samuel de Oliveira Magro, sequestrado no último domingo (18) e libertado nesta terça-feira (20), foi vítima do chamado “golpe do amor”, modalidade criminosa em que suspeitos criam perfis falsos em aplicativos de relacionamento para atrair as vítimas.
Magro ficou mais de 30 horas em poder dos sequestradores e foi resgatado em um cativeiro localizado às margens do Rodoanel Mário Covas, em Osasco, na Região Metropolitana de São Paulo. A ação foi realizada por equipes da Delegacia Antissequestro (DAS/Dope) e do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra).
Inicialmente, a polícia informou que o juiz havia sido escolhido de forma aleatória, após ser abordado na Avenida Rebouças, na Zona Oeste da capital, em um sequestro-relâmpago. No entanto, com o avanço das investigações, os agentes passaram a considerar a hipótese de que o crime esteja ligado ao “golpe do amor”, do qual Magro já teria sido vítima em 2021.
Por conta desse histórico, o magistrado teria combinado previamente uma palavra-chave com o companheiro para ser usada em situações de risco. Segundo a polícia, durante o período em que esteve sob poder dos criminosos, Magro conseguiu atender a uma ligação do companheiro e utilizou o termo combinado, sinalizando que estava em perigo.
Ao perceber o alerta, o companheiro acionou o 78º Distrito Policial, que repassou as informações à Divisão Antissequestro. A partir disso, as equipes iniciaram as diligências que culminaram no resgate da vítima e na prisão de cinco suspeitos.
De acordo com o delegado Fábio Nelson, da DAS, os criminosos não estudaram previamente a rotina do juiz. “Foi um sequestro-relâmpago por oportunidade. Ele estava na Rebouças, reduziu o veículo e foi abordado por dois homens armados, acompanhados de outros suspeitos, que o levaram para um cativeiro em Osasco”, explicou.
Outro ponto que levantou suspeitas durante o sequestro foi o envio de mensagens ao síndico do prédio onde o juiz mora, autorizando a entrada de pessoas no apartamento para uma vistoria — comportamento considerado incomum e possivelmente realizado sob coação.
Segundo a Polícia Civil, o “golpe do amor” ganhou força em São Paulo a partir de 2021, impulsionado pelo uso de tecnologias e transferências via PIX. Ainda assim, houve queda significativa no número de ocorrências nos últimos anos. “Em 2022, atendemos 115 casos. No ano passado, apenas três. Foi uma redução muito expressiva”, afirmou o delegado.
Samuel Magro é juiz do Tribunal de Impostos e Taxas (TIT), órgão vinculado à Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz), responsável pelo julgamento de processos administrativos tributários.
Os cinco presos suspeitos de envolvimento no sequestro foram identificados como:
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José Francisco Paulino de Assunção
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Adriel Santana de Araújo
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Fabio dos Santos Ribeiro Júnior
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Maria Tavares da Cruz
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Tiphany Vitória Lopes Faustino de Lima