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A Polícia Civil investiga o manobrista da academia C4 Gym, em São Paulo, como responsável pela manutenção da piscina onde uma professora morreu e outras pessoas ficaram intoxicadas durante uma aula de natação. Segundo o delegado Alexandre Bento, titular do 42° Distrito Policial, a suspeita é que o funcionário tenha feito uma mistura inadequada de produtos químicos, liberando gases tóxicos no ambiente.
“Esse gás provocou queima das vias aéreas e bolhas nos pulmões das vítimas. Estamos tentando identificar exatamente quais produtos foram usados e em que proporção”, disse Bento. De acordo com a investigação, o homem deixou o balde com a mistura na área da piscina e saiu, enquanto o local estava fechado, o que levou à intoxicação das pessoas presentes.
O incidente foi percebido pelo marido da professora, Vinícius de Oliveira, que alertou os alunos e ajudou na evacuação da piscina. Ao todo, nove pessoas participavam da aula, além do professor. Vinícius segue internado em estado grave, e um adolescente de 14 anos respira com ajuda de aparelhos. Outras duas vítimas receberam atendimento médico e foram liberadas.
O delegado afirmou que a academia não colaborou com as investigações e que documentos indicam que o estabelecimento funcionava sem alvará e apresentava instalações elétricas precárias. A Polícia Civil deve analisar, nesta segunda-feira, imagens das câmeras de segurança que mostram o momento em que o manobrista deixa o produto químico próximo à piscina.
A academia C4 Gym foi interditada pela Vigilância Sanitária, enquanto a investigação sobre a morte da professora e a responsabilidade do funcionário segue em andamento.
A Subprefeitura da Vila Prudente interditou preventivamente a Academia C4, no bairro Parque São Lucas, zona Leste de São Paulo, após identificar uma série de irregularidades no local, como a existência de dois CNPJs vinculados à atividade exercida no mesmo endereço, a ausência do Auto de Licença de Funcionamento e a constatação de uma situação precária de segurança.