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O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto passou mal após ser reconduzido ao Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo, depois de ter a prisão mantida em audiência de custódia realizada na quinta-feira (19) pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.
Segundo informações do caso, o oficial havia acabado de preencher a requisição como preso comum quando relatou estar há dias sem dormir, além de sentir fortes dores no peito e apresentar pressão alta. Ele foi encaminhado ao Hospital Policial Militar, onde recebeu atendimento médico, foi medicado e liberado. O militar deverá retornar para nova avaliação.
Geraldo Leite Rosa Neto é investigado pela morte da esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos. A Polícia Civil cumpriu, no mesmo dia, um novo mandado de prisão preventiva contra o oficial no inquérito que apura o caso. Ele nega o crime e sustenta que a mulher teria tirado a própria vida.
No entanto, laudos periciais apontam inconsistências nessa versão. De acordo com a investigação, as características dos disparos não são compatíveis com suicídio. Além disso, testemunhas afirmaram nunca ter observado comportamentos suicidas por parte da vítima.
Relatórios policiais também destacam contradições no depoimento do tenente-coronel. Ele declarou ter ouvido o disparo enquanto estava no banho, mas evidências indicam que seus cabelos estavam secos logo após o ocorrido e molhados minutos depois. Há ainda relatos de testemunhas sobre possíveis imagens de câmeras que o mostrariam com as mãos no pescoço da vítima.
Mensagens trocadas entre o casal reforçam a suspeita de um relacionamento conturbado, marcado por controle e humilhações psicológicas. Em uma das conversas obtidas pela investigação, Gisele manifesta o desejo de se divorciar diante do comportamento do marido.
O oficial já estava preso desde quarta-feira (18), por determinação da Justiça Militar. Como o caso envolve policiais militares, a apuração ocorre em duas frentes: na Justiça Militar e na Justiça comum.
O tenente-coronel se tornou réu após o Tribunal de Justiça de São Paulo aceitar denúncia do Ministério Público, que o acusa de feminicídio por motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa da vítima, além de fraude processual, por supostamente tentar simular um suicídio.
O Ministério Público de São Paulo pediu que o caso seja redistribuído para a 5ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, por entender que se trata de crime doloso contra a vida. O juízo de garantias acatou o pedido, destacando que evidências como marcas de agressão e um disparo pelas costas tornam inviável a hipótese de suicídio.
A defesa do tenente-coronel afirmou estar “estarrecida” com a manutenção das duas jurisdições e informou que acionou o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em nota, o advogado reiterou a confiança nas autoridades e disse que o réu aguarda o completo esclarecimento dos fatos.