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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo prendeu, nesta terça-feira (9), três pessoas suspeitas de integrarem um esquema de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em órgãos de Justiça e Segurança. Entre os presos está um ex-estagiário do próprio MP, que teria usado bancos de dados oficiais para identificar criminosos de alto poder econômico e extorqui-los em troca de proteção.
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Gabriel Lira de Jesus, cuja idade não foi divulgada, teria se infiltrado propositalmente em uma das Promotorias de Justiça Criminais de Campinas para fins criminosos. De acordo com a investigação, ele utilizou sistemas de pesquisa e bancos de dados do Ministério Público para mapear integrantes do PCC com alto poder aquisitivo. Em seguida, oferecia “proteção nas investigações” em troca de dinheiro.
O ex-estagiário contou com a ajuda de outros agentes públicos: um policial penal e um ex-policial civil, já expulso da corporação anos atrás pelo crime de extorsão mediante sequestro. As extorsões, segundo o MP, teriam sido praticadas usando a internet de um escritório de advocacia.
O plano para matar um promotor do Gaeco
Além do esquema de extorsão, os investigados estariam envolvidos em um plano para assassinar o promotor Amauri Silveira Filho, que atua no Gaeco de Campinas há mais de dez anos. O alvo investiga crimes como tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro ligados ao PCC.
A ameaça surgiu depois que o promotor passou a conduzir a Operação Linha Vermelha, que fez buscas na casa de Maurício Silveira Zambaldi, dono da concessionária Dragão Motors, suspeita de lavar dinheiro para a facção.
A investigação atual é um desdobramento de agosto de 2025, quando o MP desarticulou o plano da facção de matar o promotor. Na ocasião, uma denúncia anônima detalhou o planejamento do atentado. Um informante ligou para o MP e descreveu minuciosamente o que a facção estava tramando.
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O arsenal e os preparativos para o atentado
O carro que seria usado no crime era uma Hilux SW4 blindada, de cor branco-pérola. O veículo estava sendo preparado em Goiás: receberia uma placa fria e teria o banco traseiro retirado para acoplar uma metralhadora calibre .50, um armamento de guerra.
O denunciante narrou ainda que a contratação dos matadores de aluguel estava adiantada. Um pistoleiro viria do Rio de Janeiro, e o plano teria sido financiado com a venda de um Porsche avaliado em quase R$ 1 milhão.
O braço operacional do plano seria José Ricardo Ramos, dono da JR Ramos Transportes. Ele teria recebido a promessa de “incrementar sua aliança” com líderes do PCC. Ramos já tem passagens por homicídio qualificado, receptação e roubo.
A reunião suspeita e as descobertas do Gaeco
Uma semana antes da deflagração da operação que frustrou o atentado, o responsável pela execução do plano se reuniu com o chefe dos investigadores da Delegacia de Investigação Sobre Entorpecentes (Dise) de Campinas. Vídeos que mostram esse encontro foram apreendidos. O Gaeco apura se informações privilegiadas e sensíveis foram repassadas ao criminoso pelo agente público.
Os criminosos chegaram a levantar informações sobre a rotina do promotor, incluindo a academia que ele frequentava.
As prisões e mandados
Além do ex-estagiário Gabriel Lira de Jesus, foram presos:
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Maurício Aparecido de Oliveira, investigador da Polícia Civil (chefe da Dise de Campinas);
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Um ex-policial civil (nome não divulgado), já expulso por extorsão mediante sequestro.
Foram cumpridos três mandados de prisão temporária e dez mandados de busca e apreensão nas cidades de Campinas e Cardoso (SP).
O que disse a Justiça
O juiz Caio Ventosa Chaves, da 4ª Vara Criminal de Campinas, que determinou as prisões, classificou o plano como “macabro”.
Em nota, o MP-SP afirmou que as investigações seguem em andamento e que as instituições trabalham em conjunto para “depurar seus quadros”.






















































