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Caso Gritzbach: Começa o julgamento de PMs acusados de matar delator do PCC em Guarulhos

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Teve início nesta segunda-feira (22), no Fórum Criminal de Guarulhos, na Grande São Paulo, o julgamento dos três policiais militares acusados de participar do assassinato de Antônio Vinícius Gritzbach, delator do Primeiro Comando da Capital (PCC). A previsão é que o júri popular dure cinco dias, estendendo-se até a próxima sexta-feira (26).

O crime ocorreu em 8 de novembro de 2024 e teve grande repercussão nacional. Gritzbach havia firmado um acordo de colaboração premiada com a Justiça, no qual delatou um esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro que envolveria integrantes do PCC, do Comando Vermelho (CV) e policiais corruptos.

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Os réus e as acusações

Respondem ao processo os policiais militares Denis Antonio Martins, Ruan Silva Rodrigues e Fernando Genauro da Silva, que estão presos preventivamente. Eles são acusados de homicídio qualificado pela morte de Gritzbach e do motorista Celso Araujo Sampaio de Novais — que foi atingido por um dos disparos na área de desembarque do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, e não tinha qualquer ligação com o delator. Os réus também respondem por duas tentativas de homicídio contra outras pessoas que ficaram feridas durante o ataque de fuzil.

O que diz a defesa

Em entrevista ao News Primeira Edição, o advogado de defesa Mauro Ribas afirmou que os policiais não têm ligação com o PCC ou com os nomes citados nas delações feitas por Gritzbach.

“Genauro, Denis e Ruan não têm ligação alguma, seja com o núcleo da Polícia Civil citado na delação mais recente, seja com o núcleo do PCC mencionado anteriormente”, declarou o defensor.

A defesa também pretende questionar a linha de investigação e os laudos periciais usados no processo. Segundo Ribas, testemunhas e documentos devem comprovar que os três acusados estavam em locais diferentes no dia do crime.

“A defesa vai mostrar que a conclusão da investigação está errada. Vamos comprovar onde Denis, Ruan e Genauro estavam nos fatos. Eles estavam muito distantes de Guarulhos”, afirmou. O advogado ainda contestou o exame de DNA utilizado pela acusação, alegando que a defesa apresentou um parecer técnico apontando falhas no laudo. “Existem erros de conclusão, principalmente em relação ao Denis”, concluiu.

O julgamento

O júri popular deve reunir depoimentos de testemunhas, análise de provas e os debates entre a acusação e a defesa. Ao todo, 21 testemunhas indicadas pelas duas partes devem ser ouvidas nas sessões que começam diariamente às 10h. Ao final do processo, caberá ao Conselho de Sentença decidir pela condenação ou absolvição dos réus.

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