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🧡 Ver Ofertas na ShopeeTarcísio critica greve da CPTM e fala em uso político; sindicato cobra garantia de empregos
O governador de SP afirmou que a paralisação prejudica os passageiros e que o Estado tenta negociar. O sindicato, porém, alega que não há garantia formal de preservação dos postos de trabalho após a concessão das linhas 11, 12 e 13.
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta terça-feira (4), em publicação nas redes sociais, que a greve dos ferroviários das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM é resultado de “instrumentalização política” e prejudica os passageiros que dependem do transporte público. O movimento foi iniciado pelos trabalhadores em meio ao processo de concessão do sistema e tem como principal reivindicação a garantia formal da manutenção dos empregos.
“Nosso compromisso é com quem acorda cedo todos os dias e precisa de um transporte público confiável para chegar ao trabalho, estudar, ir a uma consulta ou realizar um exame. A greve de hoje é resultado unicamente de instrumentalização política para prejudicar o passageiro”, escreveu o governador.
Diálogo e processo de concessão
Tarcísio declarou que o governo estadual continua aberto ao diálogo com a categoria e defendeu o processo de concessão das linhas à iniciativa privada, apesar das recorrentes falhas operacionais registradas desde que a Trivia Trens assumiu a operação. Segundo ele, a transferência para o setor privado busca ampliar investimentos, modernizar a infraestrutura, incorporar novos trens, adaptar estações e aumentar a confiabilidade do sistema.
O governador afirmou ainda que tentou negociar com os representantes da categoria e ofereceu garantias relativas aos postos de trabalho, mas alegou que as propostas foram rejeitadas pelo sindicato. Tarcísio também associou a paralisação ao calendário eleitoral: “Não vamos permitir que o cidadão seja refém, que seja usado mais uma vez como instrumento de pressão. Não é por acaso que determinados eventos ocorram em ano de eleição. Seguiremos em frente e, não custa lembrar, as linhas concedidas estão operando normalmente”, declarou.
O que pedem os ferroviários
Os trabalhadores afirmam que a greve foi mantida porque o governo não apresentou uma garantia formal de preservação dos empregos após a concessão. Entre as principais reivindicações estão a manutenção dos postos de trabalho, o cancelamento da concessão das três linhas à Trivia Trens, o retorno definitivo da operação à CPTM e o apoio ao Projeto de Lei 730/2025, em tramitação na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
“Sem esse compromisso formal, a categoria decidiu manter a greve como forma de defender os postos de trabalho e o futuro de milhares de famílias. Desde o início das discussões, o sindicato buscou todas as alternativas de negociação, apresentando propostas e demonstrando disposição para o diálogo. No entanto, até o momento, não houve compromisso formal que assegure o futuro dos milhares de ferroviários e de suas famílias”, disse em nota o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil.
Entenda a privatização das linhas
As linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade foram concedidas à iniciativa privada em leilão realizado em março de 2025. O grupo Comporte Participações, controlador da Trivia Trens e da TIC Trens, venceu a disputa, dando início à operação assistida em maio. A concessionária assumiu integralmente os serviços em 21 de julho, mas enfrentou uma sequência de falhas operacionais nos dias seguintes. Em 23 de julho, um curto-circuito provocou um incêndio em um trem da Linha 12-Safira, interrompendo a circulação das três linhas.
Após os incidentes, a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) determinou que a CPTM reassumisse temporariamente a operação das linhas e do Serviço Expresso Aeroporto por até 90 dias. Na ocasião, Tarcísio afirmou que a Trivia Trens poderia perder o contrato por caducidade se os problemas persistessem. A concessão passou a ser investigada por órgãos de controle: o Ministério Público de São Paulo recebeu representações sobre a apuração das falhas, e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP) cobrou esclarecimentos oficiais do governo e da empresa.


















































































