Com 145 lojas espalhadas pelo país, a Havan, do empresário Luciano Hang, tem recorrido à Justiça para conseguir fazer a reabertura de ao menos dezesseis pontos que permanecem fechados de sua rede de aparelhos e utensílios domésticos durante a pandemia.

A empresa alega que a Havan é um supermercado e como tal se enquadra na lista de serviços essenciais. Recentemente a empresa incluiu em seu catálogo artigos como arroz, feijão e óleo de cozinha no seu portfólio de produtos, entre itens de decoração e eletrodomésticos, que sempre foram seu forte.

Segundo o setor de comunicação da Havan, a empresa também é registrada como hipermercado, sendo assim, pode comercializar todo tipo de alimento, incluindo os de necessidade básica.

Porém não foi isso que a justiça analisou, em Marília, no interior paulista, as portas da Havan acabaram sendo lacradas nesta segunda-feira, (18) após diversas orientações e até flexibilizações autorizadas pela prefeitura da cidade.

Além disso a Havan estava autorizada pelo município a apenas  funcionar na semana da Páscoa, desde que vendesse só produtos alimentícios, de higiene e limpeza e ferramentas utilizadas em construção civil, porém, a loja descumpriu o acordo e abriu outras áreas.

Após a interdição a administração da Havan decidiu ir até à Justiça para pedir sua abertura imediata, com o argumento de que comercializa produtos essenciais.

Na decisão, o juiz Walmir Idalêncio dos Santos Cruz não só negou a liminar como ordenou o fechamento completo da loja. “Pretender sustentar em juízo que a Havan é supermercado, com todas as vênias, é atentar contra a realidade dos fatos”, escreveu o juiz.

*Com informações da Veja