O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, informou hoje (6) que 46 estabelecimentos comerciais já foram lacrados na capital paulista por desrespeitarem o decreto de quarentena. Nesse periodo, apenas serviços considerados essenciais, como farmácias, hospitais, transporte público, padarias e supermercados, podem funcionar.

“A orientação da prefeitura não é multar, a orientação da prefeitura é lacrar. Então, a gente passa direto da multa para a interdição. Já foram 46 estabelecimentos interditados”, disse o prefeito.

O estado de São Paulo tem 4.620 casos confirmados de coronavírus, com 275 mortes. Há ainda 572 pacientes internados em unidades de terapia intensiva. Só na capital paulista são 3.612 dos casos confirmados.

Segundo o prefeito Bruno Covas, a cidade sentiu a pressão sobre o sistema de saúde já nesse último final de semana, com o aumento de casos. “Infelizmente, ainda não atingimos o pico da doença aqui na cidade de São Paulo. Nesse final de semana, começamos a sentir pressão sobre o sistema de saúde aqui no município de São Paulo. Apesar de todo o esforço de criação de três mil leitos adicionais na cidade, sendo 900 deles de UTI, sentimos nesse final de semana, pressão”, disse o prefeito.

Ele citou o caso do hospital de campanha do Pacaembu, inaugurado hoje (6), com 200 leitos à disposição para internação de casos de menos complexidade. Segundo ele, até amanhã (7) 25% dos leitos do Pacaembu já estarão ocupados.

Mais cedo, o governador de São Paulo, João Doria, anunciou a prorrogação da quarentena no estado por mais 15 dias. Nesse período somente os serviços essenciais, como supermercados e farmácias, podem funcionar normalmente. Para que o isolamento social seja mantido, ele disse que a Polícia Militar e a Guarda Civil poderão intervir para impedir a formação de aglomeração.
A quarentena, prevista para se encerrar amanhã (7), vai continuar até o dia 22 de abril. A medida vale para todos os 645 municípios do estado.

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