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O secretário-executivo da Polícia Militar, Coronel Álvaro Batista Camilo, disse, nesta segunda-feira (2), em entrevista à GloboNews, que a ação da PM que deixou nove mortos por pisoteamento e 12 feridos em Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo, não foi uma retaliação à morte do sargento Ronaldo Ruas Silva, de 52 anos, da Força Tática, que foi baleado após uma abordagem que terminou com troca de tiros em Paraisópolis.

“As operações em Paraisópolis não começaram em 1º de novembro com a morte do Sargento Ruas, não foi isso. Desde 18 de março tem uma operação chamada ‘Morumbi mais seguro’ que envolve Paraisópolis e isso é uma constante, não é só por causa de um fato específico e é muito leviano falar que é uma retaliação da polícia”, afirmou o secretário.

E disse mais: 

“Não foi uma ação planejada são dois policiais que sofreram uma agressão a tiros e saíram atrás, foi naquele momento. Ninguém planejou entrar naquela ação, aconteceu a entrada. Quando se viram já estavam lá dentro, inclusive, eles pediram o reforço para poder sair”.

“A gente está avaliando se elas [as imagens] realmente eram do próprio evento, mas todas elas, independente de terem acontecido agora, ou não, serão avaliadas pela corregedoria. Não há nenhum problema em responsabilizar os policiais que agiram mal, isso não segue o protocolo”, disse ainda Camilo.

O coronel ainda acrescentou que “se houve excesso, e as imagens sugerem que isso aconteceu, [os policiais] vão ser responsabilizados, sem dúvida nenhuma. Essa não é a forma de atuação da Polícia Militar”.