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O ator Leonardo DiCaprio voltou a atacar nesta segunda-feira (17), o presidente Jair Bolsonaro e a mostrar “preocupação” com supostas queimadas “recordes” na Amazônia.

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“Dados preliminares indicam aumento de 7% [das queimadas] em agosto”, escreveu DiCaprio em suas redes sociais.

“O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, está sob pressão internacional para inibir as queimadas, mas duvidou publicamente delas no passado, culpando oponentes e comunidades indígenas”, continuou o ator americano.

DiCaprio usou uma matéria do jornal inglês The Guardian para avalizar os dados sobre a suposta queimada “recorde” na Amazônia. Aparentemente, ele desconhece a Nasa, agência espacial dos EUA.

Imagem de satélite emitida pelo Fire Information for Resource Management System (Firms) do Earth System Data (Esdis) da Nasa em 18 de julho, por exemplo, mostrava os focos de fogo ativos na vegetação do mundo nas 24 horas anteriores.

No Brasil, os focos ficavam no Piauí, no Maranhão e na Amazônia Legal, que tem uma vegetação bem diferente da que existe na floresta tropical e eram bastante esparsos.

Era possível constatar que os incêndios registrados no país perdiam para os da Argentina e nem se comparavam com os que consumiam a segunda maior floresta tropical do mundo, a da Bacia do Congo, e a Ilha de Madagascar, ambas na África.

Mas sobre essas tragédias ambientais, o ator de “Titanic” não costuma falar. Talvez defender o continente africano não dê tanta audiência quanto questionar um governo que tem um plano ambiental definido. 

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