quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Covid-19: Seis vacinas já começaram a ser testadas em humanos

Enquant o mundo se mantém em isolamento social por conta da pandemia do novo coronavírus, diversas equipes de cientistas em todos os continentes estão trabalhando rapidamente para encontrar uma vacina que possa erradicar a doença.

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A velocidade com que as investigações estão sendo conduzidas, dizem os especialistas, que é extraordinária, considerando que o desenvolvimento de uma vacina pode levar anos ou até décadas.

Normalmente uma vacina deve seguir várias etapas, primeiro no laboratório e depois em testes em animais. Se for demonstrada que é segura e pode provocar uma resposta imune, então os testes em humanos começam.

Esses testes, por sua vez, são divididos em três fases, primeiro com um pequeno número de participantes saudáveis e, em seguida, com um número maior de pessoas e grupos de controle para medir o quão segura é a vacina e quais são as doses mais eficazes.

No entanto, depois de apenas três meses, entre as mais de 90 equipes científicas que trabalham com uma vacina contra a covid-19, já existem seis candidatas que atingiram uma meta importante nesta corrida: testes em humanos.

Teste
Vacina mRNA-1273 – Moderna Therapeutics (Estados Unidos): Uma empresa de biotecnologia em Massachusetts, nos Estados Unidos, é uma das empresas farmacêuticas que estão tentando novas estratégias de pesquisa para acelerar o desenvolvimento da vacina covid-19.

O objetivo é “treinar” o sistema imunológico de uma pessoa para gerar uma resposta para combater o vírus e prevenir doenças.

Vacina INO-4800 – Inovio Pharmaceuticals (Estados Unidos): A vacina da Inovio, uma empresa de biotecnologia da Pensilvânia, nos EUA, também se baseia em uma nova estratégia de pesquisa.

Está sendo baseada na injeção direta no DNA cultivado por cientistas (o coronavírus só tem RNA, então cientistas precisam cultivar o DNA com a ajuda de estruturas bacterianas chamadas plasmídeos) para o interior das células humanas onde elas podem produzir anticorpos para combater a infecção.

Vacina AD5-nCoV – CanSino Biologics (China)

No mesmo dia em que a Moderna iniciou seus testes em humanos, em 16 de março, a empresa chinesa de biotecnologia CanSino Biologics, em colaboração com o Instituto de Biotecnologia e a Academia de Ciências Médicas Militares da China, iniciou o deles.

Sua vacina AD5-nCoV usa uma versão de um adenovírus, o vírus que causa o resfriado comum, como vetor.

Esse vetor transporta o gene da proteína da superfície do coronavírus e, assim, tenta provocar a resposta imune para combater a infecção.

Vacina LV-SMENP-DC – Instituto Médico Genoimmune de Shenzhen (China)

A vacina LV-SMENP-DC utiliza células dendríticas (leucócitos que protegem o corpo de antígenos) modificadas por meio de vetores lentivirais (método pelo qual genes podem ser inseridos, modificados ou eliminado em organismos) para buscar uma resposta imune.

Sem nome – Vacina do Instituto de Produtos Biológicos de Wuhan, subordinada ao Grupo Farmacêutico Nacional da China, Sinopharm(China)

A terceira candidata do país asiático é uma vacina de vírus inativado. Uma vacina inativada é feita de partículas do vírus, bactéria ou outros patógenos cultivados, sem capacidade de provocar doenças. No dia 23 de abril, 96 voluntários de três faixas etárias diferentes receberam uma injeção.

“Essa é a tecnologia mais comum e mais experimentada na produção de vacinas”, explica Tapia, do Instituto Max Planck.

“É uma tecnologia que possui produtos que já estão licenciados e comercializados. Portanto, a maioria das estimativas de que uma vacina (para a covid-19) ficará pronta entre 12 e 16 meses é baseada nesse tipo de vacina principalmente inativada”, explica ele.

Vacina ChAdOx1 – Instituto Jenner, Universidade de Oxford (Reino Unido)

O primeiro ensaio clínico na Europa começou em 23 de abril, testando a vacina desenvolvida pela equipe do Instituto Jenner da Universidade de Oxford, Inglaterra.

É uma vacina recombinante semelhante à da empresa chinesa CanSino.

Mas a equipe de Oxford está usando uma versão atenuada de um adenovírus, vírus comum de resfriado responsável por causar infecção em chimpanzés. O vírus foi alterado geneticamente para que não cresça em humanos.

“O que eles estão fazendo é produzir um vírus que não é prejudicial, mas expressa a proteína do coronavírus e, portanto, pode gerar uma resposta imune”, explica o especialista do Instituto Max Planck.

Os cientistas já têm experiência no uso dessa tecnologia. Com ela, desenvolveram uma vacina contra o coronavírus MERS, cujos ensaios clínicos mostraram resultados positivos.

 

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