As conclusões sobre a eficácia da primeira vacina desenvolvida nos Estados Unidos para combater o novo coronavírus podem ser divulgadas antes das eleições presidenciais, marcadas para o dia 3 de novembro. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (27) pelo diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIH) e um das principais lideranças no combate ao novo coronavírus nos EUA, Anthony Fauci. A vacina desenvolvida pela companhia Moderna, com colaboração do NIH, entrou na fase 3 de testes, sendo a primeira fora da China a alcançar esse estágio de comprovação de eficácia e segurança. Se aprovada nesta etapa, poderá ser utilizada em massa.

“É um recorde mundial para nós, termos sido capazes de passar do sequenciamento do vírus à fase 3 de uma vacina em tão pouco tempo. Isso nunca havia sido feito antes”, explicou Fauci sobre os seis meses entre as duas etapas. O diretor do NIH garantiu, além disso, que a rapidez no processo não comprometeu o rigor científico, nem a segurança dos testes. Fauci disse, durante entrevista coletiva virtual, que as primeiras conclusões sobre a eficácia da vacina poderiam ser tiradas no início de novembro, com possibilidade de que isso aconteça antes. “É muito difícil apontar o dedo para uma data. Hoje, é o primeiro dia e será preciso ver nas próximas semanas se há um aumento após 28 dias”, disse o epidemiologista, em referência à resposta imunológica dos pacientes testados.

Analistas consideram que, se a vacina for aprovada antes das eleições, é possível que haja um benefício eleitoral para Donald Trump, que deverá concorrer com ex-vice-presidente Joe Biden, do Partido Democrata. Hoje, às 6h45 local (9h45 de Brasília), uma pessoa em Savannah, no estado de Georgia, foi a primeira a receber a vacina da Moderna. Nas próximas semanas, mais 30 mil voluntários receberão doses, sendo que a metade será de placebo, para que haja contraste estatístico da resposta imunológica.

Por: EFE