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🧡 Ver Ofertas na ShopeeA península da Crimea, região estratégica pelo acesso ao Mar Negro, pode se tornar uma das chaves para o fim da guerra entre Rússia e Ucrânia, caso os ucranianos desistam de reivindicar o território. A declaração foi feita pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, neste domingo (18), antes de se reunir com o presidente ucraniano, Volodímir Zelensky, na Casa Branca.
“Recuerden cómo empezó. Não recuperar a Crimea dada por Obama (há 12 anos, sem um único tiro) e não entrar na OTAN por parte da Ucrânia”, escreveu Trump, sugerindo que a guerra poderia ser encerrada quase imediatamente se essas condições fossem aceitas.
Histórico conturbado de Crimea
Com cerca de 26 mil km², Crimea já esteve sob domínio ucraniano ou russo em diferentes períodos históricos. Entre 1654 e 1945, a península esteve sob controle russo, com interrupções, como a ocupação pela Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1954, a região foi transferida para a Ucrânia, então parte da União Soviética.
Após a independência da Ucrânia em 1991, Simferopol se tornou a capital da República Autónoma da Crimea. Em 1992, a região se declarou um estado autônomo, decisão ratificada em referendo popular. Em 1997, Ucrânia e Rússia assinaram o Tratado de Amizade e Cooperação, permitindo à Rússia acesso à base de Sebastopol, sede da frota do Mar Negro, por mais de duas décadas, em troca do respeito à integridade territorial da Ucrânia.
Em 2010, o acordo foi estendido até 2042, mas, após a anexação de Crimea pela Rússia em 2014, Vladimir Putin revogou os tratados relacionados à frota de Sebastopol.
Referendo controverso e anexação russa
Em fevereiro de 2014, o presidente ucraniano Viktor Yanukovich foi deposto após protestos em Kiev. No mês seguinte, Crimea declarou independência e realizou um referendo em 16 de março, aprovado pela população local, mas considerado ilegal pela ONU, OTAN, UE e EUA, que impuseram sanções a autoridades russas e ucranianas.
Conflito atual
A tensão aumentou em dezembro de 2021, com acusações mútuas de movimentação de tropas na fronteira. Em fevereiro de 2022, a Rússia invadiu a Ucrânia, iniciando uma guerra que já dura três anos. Desde então, ataques estratégicos têm atingido a região, incluindo explosões no ponte de Crimea, que liga a península ao continente e é considerada uma obra de engenharia importante para Putin. Em outubro de 2022, parte da ponte de 19 km foi destruída em um ataque que Moscou atribuiu às forças ucranianas.
A península de Crimea continua sendo ponto central no conflito e nas negociações de paz, sendo vista por analistas como determinante para qualquer acordo futuro que encerre a guerra.
(EFE)




















































