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Um piloto da companhia aérea Latam foi preso temporariamente na manhã desta segunda-feira (9) dentro de uma aeronave no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, durante uma operação da Polícia Civil que investiga uma suposta rede de exploração sexual de crianças e adolescentes. A prisão ocorreu momentos antes da decolagem de um voo com destino ao Rio de Janeiro.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o suspeito é apontado como integrante de uma estrutura criminosa organizada voltada à exploração sexual infantil. A ação faz parte da Operação Apertem os Cintos, conduzida pela 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia, com apoio do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
As investigações indicam que os crimes vinham ocorrendo há vários anos e envolviam o abuso sexual de menores de idade. Segundo a Polícia Civil, pelo menos três vítimas já foram identificadas, todas submetidas a situações graves de abuso e exploração. Os policiais apuraram ainda que o investigado levava menores a motéis utilizando documentos falsos.
Além do piloto, uma mulher também foi presa temporariamente, suspeita de aliciar crianças e adolescentes do próprio círculo familiar. Contra ambos havia mandados de prisão expedidos pela Justiça.
Durante a operação, equipes da Polícia Civil se deslocaram até a cidade de Guararema, na Grande São Paulo, onde foram cumpridos mandados de busca e apreensão para recolher computadores, documentos e outros materiais que possam contribuir para o avanço das investigações.
No total, a ação desta segunda-feira cumpre dois mandados de prisão temporária e oito mandados de busca e apreensão contra quatro investigados em São Paulo e na região metropolitana. A operação mobilizou dezenas de policiais civis e diversas viaturas.
O inquérito policial foi instaurado em outubro de 2025 e apura crimes como estupro de vulnerável, favorecimento da prostituição e da exploração sexual de crianças e adolescentes, uso de documento falso, produção e compartilhamento de material de pornografia infantojuvenil, aliciamento de menores, perseguição reiterada e coação no curso do processo.
Segundo a SSP, há indícios de que a organização criminosa atuava de forma coordenada, com divisão de funções e habitualidade, caracterizando um esquema estruturado de exploração sexual infantil. As investigações seguem em andamento para identificar outras possíveis vítimas e envolvidos.
O que diz a LATAM:
A LATAM Airlines Brasil confirma que está ciente do ocorrido na manhã desta segunda-feira (9/2) durante os procedimentos de embarque do voo LA3900 (São Paulo/Congonhas–Rio de Janeiro/Santos Dumont), no qual um de seus tripulantes foi detido pelas autoridades policiais. O voo operou normalmente, decolando e pousando no horário previsto.
A LATAM está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. A companhia repudia veementemente qualquer ação criminosa e reforça que segue os mais elevados padrões de segurança e conduta.
