O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes decidiu na noite desta sexta-feira (7) soltar o secretário licenciado de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Alexandre Baldy. O político foi preso na quinta (6) acusado de fraudes em contratos da área de saúde.

 Baldy foi deputado federal por Goiás e, depois, comandou o Ministério das Cidades do governo Michel Temer. As supostas irregularidades investigadas pela Polícia Federal dizem respeito a esse período.

O político foi preso durante a operação Dardanários, um desdobramento da Lava Jato que apura desvios na área da saúde envolvendo órgãos federais. A PF disse que identificou “conluio entre empresários e agentes públicos, que tinham por finalidade contratações dirigidas”.

A defesa de Baldy recorreu ao Supremo para pedir a liberdade do secretário de Doria já nesta sexta, alegando que a detenção dele seria uma “condução coercitiva travestida de prisão temporária”. Por sorteio, Gilmar Mendes foi designado como relator. O caso tramita em segredo de Justiça, mas a concessão do habeas corpus foi publicada no sistema virtual do Supremo no fim da noite.