O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, entrou e contato com o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e o ministro da secretaria de governo, Luiz Eduardo Ramos, com objetivo de tentar acalmar os ânimos das Forças Armadas após o “ataque gratuito” de Gilmar Mendes contra o Exército Brasileiro. 

Segundo a CNN Brasil, Toffoli procurou Luiz Eduardo Ramos e Fernando Azevedo para ressaltar o respeito pelas Forças Armadas e deixar claro que a declaração de Gilmar não tinha caráter institucional. Ou seja, não representa uma avaliação do Supremo Tribunal Federal. O presidente do STF também conversou com o colega, que está em Portugal. 

Interlocutores do governo e dos militares ainda esperam um pedido de desculpas de Gilmar e não desistiram de acionar o procurador-geral da República, Augusto Aras. 

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Heleno Ribeiro, manifestou-se no Twitter: “Reafirmo meu apoio à Nota Oficial, emitida nesta segunda-feira (13 Jul) pelo Ministro Gen Ex Fernando Azevedo e pelos Comandantes das Forças Armadas, em resposta à injusta agressão sofrida pelo Exército Brasileiro, em entrevista do Ministro do STF Gilmar Mendes”.

Já o  vice-presidente, general Hamilton Mourão, declarou em uma live que “Gilmar forçou uma barra e está criando um incidente com o Ministério da Defesa” e que a frase dele “não foi feliz”. De uma forma geral, o governo avaliou a fala de Gilmar como uma “crítica gratuita e desnecessária”.