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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta quinta-feira (10) que a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros é uma medida “eminentemente política” e “sem racionalidade econômica”. Em entrevista ao programa Barão Entrevista, no YouTube, Haddad acusou a família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de ter articulado a medida junto ao governo norte-americano.
“A única explicação plausível para o que foi feito ontem é porque a família Bolsonaro urdiu esse ataque ao Brasil com um objetivo específico: escapar do processo judicial que está em curso”, declarou o ministro. Segundo ele, a decisão “foi gestada dentro do Brasil”.
Haddad também citou declarações públicas do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP): “O próprio Eduardo Bolsonaro disse a público que se não vier o perdão, as coisas tendem a piorar. Isso ele disse publicamente, fazendo todos nós acreditarmos […] que esse golpe contra o Brasil, contra a soberania nacional, foi medido de forças dentro do país”.
O ministro destacou ainda que não há justificativa econômica para a decisão de Trump, lembrando que os Estados Unidos mantêm um superávit expressivo na balança comercial com o Brasil: “Nos últimos 15 anos, nós tivemos um déficit de bens e serviços de mais de US$ 400 bilhões de dólares para os Estados Unidos.”
Críticas a Tarcísio de Freitas
Durante a entrevista, Haddad também respondeu ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que atribuiu a Trump a imposição da tarifa como reação às ações do governo Lula. Haddad criticou duramente o posicionamento do ex-ministro de Bolsonaro e afirmou:
“Sobre o governador, o governador errou muito. Porque ou bem uma pessoa é candidata à presidente, ou é candidata a vassalo. E não há espaço no Brasil para vassalagem, desde 1822 isso acabou. O que está se pretendendo aqui? Ajoelhar diante de uma agressão unilateral sem nenhum fundamento econômico?”, questionou.
Tarifa entra em vigor em agosto
Anunciadas na quarta-feira (9), as tarifas de 50% sobre exportações brasileiras passam a valer a partir de 1º de agosto. O Brasil foi o país mais atingido no novo pacote tarifário de Trump, que já notificou 22 nações com novas medidas unilaterais de restrição comercial. A decisão representa uma escalada inédita nas tensões econômicas entre os dois países.
Haddad acredita que a medida não se sustentará. “Eu acredito que essa decisão é uma decisão eminentemente política, porque ela não parte de nenhuma racionalidade econômica. […] Ela só é explicável porque foi gestada dentro do Brasil”, afirmou.
A fala do ministro repercute em um momento de forte volatilidade no mercado, com o dólar disparando após o anúncio da medida, e pressiona o governo a reagir com base na Lei da Reciprocidade Econômica, conforme prometido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).





















































