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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (21) que o Brasil “está longe de ser o problema dos Estados Unidos” e criticou a nova tarifa de 50% imposta pelo governo norte-americano sobre todos os produtos exportados pelo país. Em entrevista à rádio CBN, ele garantiu que o governo brasileiro continuará tentando reverter a medida por meio do diálogo com o presidente Donald Trump.
“Vamos continuar lutando para ter a melhor relação possível com o maior mercado consumidor do mundo, vamos lutar por isso. Mas não vamos deixar ao desalento os trabalhadores brasileiros, vamos tomar medidas necessárias”, declarou Haddad.
Segundo o ministro, o Brasil tem um plano de contingência pronto e trabalha com todos os cenários possíveis. “Em uma situação como essa, a Fazenda se prepara para todos cenários. Temos plano de contingência para qualquer decisão que venha ser tomada pelo presidente da República [Lula]”, afirmou.
Apesar da disposição para negociar, Haddad reconheceu que parte da produção nacional precisará ser redirecionada, o que pode levar tempo. “Vamos redirecionar boa parte da produção, mas isso leva tempo. E tem coisas que não têm outro destino possível, pois foi uma demanda de lá. Temos consciência de setor a setor, e estamos trabalhando a nível de empresas. Vamos atuar para minimizar ao máximo essa situação que estamos tendo.”
O ministro também alertou para os efeitos da medida nos próprios Estados Unidos. “A Embraer, por exemplo, compra 45% dos componentes dos aviões dos Estados Unidos. Eles [empresas norte-americanas] precisam exportar para cá também”, disse Haddad.
Mesmo diante da medida protecionista, ele descartou retaliações. “Todo país do mundo vai se defender de alguma maneira do que está acontecendo. É uma possibilidade, mas reitero que a orientação do presidente da República é que nós não vamos sair da mesa de negociação porque o Brasil é um país que se dá bem com todos os países do mundo.”
Haddad também criticou a investigação aberta pelo governo norte-americano contra o Pix, sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central brasileiro. A investigação, aberta pelo escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, apura uma suposta “deslealdade” do Pix no mercado.
“Como o Pix pode representar uma ameaça a um império?”, questionou Haddad. Ele classificou a ação como “surpreendente” e afirmou que o sistema “não tem nenhuma relação com o comércio internacional”. Segundo o ministro, o Pix é “um modelo exitoso de transações financeiras a custo zero” e comparou a resistência dos EUA à inovação a um atraso tecnológico: “É o mesmo de defender o telefone fixo em detrimento do celular.”
Haddad concluiu que, apesar das tensões, o Brasil manterá a postura de buscar o entendimento. “Não vamos desistir de negociar.”




















































