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Em meio a um dia de fortes ganhos nos mercados globais, o dólar encerrou a sessão desta quarta-feira (23/7) em queda, enquanto o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), registrou alta de 0,99%, fechando em 135.368,27 pontos. O índice alcançou máxima de 135.782 pontos durante o pregão, e a mínima do dia foi de 133.676,27 pontos.
O otimismo dos investidores foi impulsionado pelos primeiros acordos entre os Estados Unidos e alguns países alvos das tarifas comerciais impostas pela Casa Branca. As novas taxas devem entrar em vigor a partir de 1º de agosto, mas os recentes avanços nas negociações deram um impulso positivo aos mercados.
Nos Estados Unidos, os principais índices das bolsas voltaram a apresentar forte valorização, com o S&P 500 e o Nasdaq alcançando recordes históricos de fechamento. A Europa e a Ásia também acompanharam a tendência de alta, reflexo do clima de confiança diante das negociações tarifárias.
O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou ontem (22) um acordo considerado melhor do que o esperado com o Japão, que reduziu a tarifa de importação sobre produtos japoneses para 15%, dez pontos percentuais abaixo da previsão inicial feita pelo próprio Trump no início de julho. Além do Japão, acordos semelhantes foram fechados com Filipinas e Indonésia.
Essas movimentações elevaram as expectativas para um possível acordo com a União Europeia, cuja negociação deve avançar antes do prazo final e do início das tarifas “recíprocas”, previsto para o dia 1º de agosto. Também está no radar uma reunião entre representantes comerciais dos EUA e da China, marcada para a próxima semana na Suécia, com o objetivo de buscar avanços nas negociações.
No Brasil, o mercado ainda assimilou o Relatório de Receitas e Despesas Primárias do terceiro trimestre, divulgado na terça-feira (22), que ficou em segundo plano diante do otimismo externo. O governo federal revisou para baixo a projeção de contenção, de R$ 31,3 bilhões para R$ 10,7 bilhões, com o contingenciamento zerado e um pequeno aumento no bloqueio orçamentário.
Por fim, os investidores aguardam a reunião do Banco Central Europeu (BCE), marcada para quinta-feira (24), que definirá a taxa básica de juros na zona do euro, movimento que pode influenciar ainda mais os mercados globais nas próximas sessões.






















































