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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 4,64 bilhões para que a operadora espanhola Aena realize obras de ampliação e modernização em 11 aeroportos sob sua administração no Brasil, incluindo o tradicional Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, o segundo mais movimentado do país.
Os investimentos abrangem terminais de quatro estados:
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São Paulo: Congonhas
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Mato Grosso do Sul: Campo Grande, Ponta Porã e Corumbá
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Pará: Santarém, Marabá, Carajás e Altamira
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Minas Gerais: Uberlândia, Uberaba e Montes Claros
Financiamento total chega a R$ 5,7 bilhões
Segundo o BNDES, o apoio financeiro combina dois instrumentos:
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Debêntures subscritas pelo banco: R$ 4,24 bilhões
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Financiamento direto (linha Finem): R$ 400 milhões
Somado a R$ 5,3 bilhões em debêntures da Aena com outros investidores, o montante total mobilizado para o projeto chega a R$ 5,7 bilhões.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou em nota que a ampliação é fundamental diante do crescimento contínuo da aviação no país:
“O número de passageiros em aeroportos do país vem crescendo com a expansão sustentada da economia. Em 2024, os 11 aeroportos operados pela Aena movimentaram 27,5 milhões de passageiros, o que representa 12,8% do total no Brasil.”
Congonhas terá novo terminal de passageiros
O maior volume de recursos será destinado ao Aeroporto de Congonhas, que receberá R$ 2 bilhões para a construção de um novo terminal de passageiros, que mais que dobrará de tamanho: dos atuais 40 mil m² para 105 mil m².
Além disso, o projeto prevê:
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ampliação do pátio de aeronaves
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instalação de novas pontes de embarque
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melhorias na infraestrutura operacional e no fluxo de passageiros
O prazo para conclusão das obras em Congonhas é junho de 2028.
Nos demais aeroportos, as intervenções devem ser concluídas até junho de 2026.
Estrutura de financiamento inclui mecanismo inovador
De acordo com o diretor financeiro da Aena Brasil, Rodrigo Rosa, a operação inclui um mecanismo inédito no portfólio da empresa:
“Essa operação conta com uma estrutura inovadora, com opção de repricing em condições específicas, desenvolvida pelas equipes da Aena, BNDES e Santander — muito importante para garantir retornos adequados ao projeto.”